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Futebol

Kaká se garante na estreia e elogia bola da Copa

Por: Roberto Carvalho - 04/06/2010

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A entrevista coletiva de Kaká nesta sexta-feira (3) em Joanesburgo foi uma das mais longas, e também repetitivas. Os jornalistas insistiram com o meia da seleção brasileira sobre dois assuntos: suas condições de disputar a Copa do Mundo e a qualidade da bola oficial do torneio, fabricada pela Adidas, que patrocina o jogador. Kaká tentou por fim aos dois assuntos.

Sobre o assunto mais importante para os torcedores, o meia garantiu que estará em condições ideias para uma Copa do Mundo na estreia contra a Coreia do Norte, dia 15, em Joanesburgo. “Vou estar bem até o dia 15. A cada dia que passa, tenho melhorado, me soltado mais. A lesão não é mais um incômido. A princípio, eu estava preocupado”, disse o jogador.

“Tenho feito o possível. Tem dia que treino até em três períodos, porque sei o quanto é importante uma preparação para a Copa do Mundo. Voltei a jogar depois de um mês parado. Para mim, foi um teste bastante positivo, correr 45 minutos sem dor. Acredito que vou chegar na estreia da Copa em uma condição ótima para uma estreia em Copa do Mundo”, garantiu o meia, que respondeu a no mínimo três perguntas sobre o assunto.

Apontado como nome brasileiro que pode ser eleito o melhor da Copa, Kaká preferiu falar no grupo. “Sempre tomei responsabilidades na minha vida, na minha carreira. Só que no futebol você não ganha nada sozinho. Todas as conquistas que eu tive foi porque fiz parte de grupos muito fortes. Espero que esse grupo seja campeão”, declarou.

Bola da discórdia Patrocinado pela Adidas, Kaká foi o único jogador da seleção brasileira a elogiar a bola da Copa do Mundo, a Jabulani, criticada pelos seus colegas que, coincidência ou não, são patrocinados pela concorrente Nike. O meia do Real Madrid disse ouvir críticas a bolas desde quando era criança.

“Se cria toda essa polêmica em volta da bola. Agora já está todo mundo mais adaptado, e as coisas já estõa mudando. Já vejo o Luís Fabiano beijando a bola da Copa. Essa é a bola da Copa, e é com ela que espero que a gente seja campeão”, disse o jogador. Em entrevista, Luís Fabiano reclamou da bola e a chamou de “sobrenatural”.

Kaká deu até dicas para quem jogar com a Jabulani. Disse que a bola ganha mais velocidade, e o jogador não pode ficar muito tempo com ela no pé para fazer uma finta, sob risco de perder o domínio da mesma. E usou outro forte argumento para defender o produro. “Acho que o Michel Bastos não reclama da bola. O gol que ele fez (contra o Zimbábue, de falta), não tem nenhuma reclamação”, concluiu.

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