Por: Roberto Carvalho - 07/06/2010
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A Tanzânia jamais seria uma adversária a altura da seleção brasileira, mas entrou com esse espírito. Enquanto isso, o time do técnico Dunga jogou em Dar Es Salaam com clima de amistoso, ritmo de treino, errando passes, falhando na marcação. Os tanzanianos assustaram o Brasil, e os brasileiros também, mas o placar de 5 a 1, apesar de não refletir um jogo fraco, confirmou a superioridade pentacampeã mundial.

O amistoso da tarde desta segunda-feira (7) foi o último da seleção brasileira antes da estreia na Copa do Mundo, dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte. A partida foi marcada pelo bom desempenho de Kaká, o retorno de Juan na zaga titular após contusão, e a ausência de Júlio César, que ficou em Joanesburgo se recuperando de lesão lombar, mas foi substituído por Gomes, que impediu as várias investidas da equipe africana.
Nos 10 primeiros minutos, a Tanzânia apertou o Brasil de forma diferente do Zimbábue. Ao invés da correria, bola tocada com tranquilidade para os lados. Felipe Melo começou mal no meio-de-campo. Por duas vezes, os africanos tiveram chances claras de gol. Mas aos 9 minutos, Robinho abriu o placar. Ao receber o lançamento de Gilberto Silva, o atacante matou a bola em lance que gerou dúvida. O auxiliar chegou a marcar toque no braço, mas voltou atrás. Robinho tabelou com Kaká, e chutou cruzado para marcar.
Apesar do gol, o Brasil continuou desorganizado. O capitão Lúcio tentava conversar com o time para adiantar a marcação. Gomes teve de trabalhar por três vezes nos 10 minutos seguintes ao gol. Em outro lance, o próprio Lúcio impediu com o calcanhar que a bola chegasse até a pequena área. O empate só não saiu pela diferença técnica nítida entre os jogadores.
Superioridade que voltou a ser percebida aos 33 minutos, novamente com Robinho. Kaká lançou para o atacante, que acertou a cabeçada para o gol entre dois zagueiros, que não esboçaram reação: 2 a 0.
Aos 40min, Kaká fez grande jogada e mostrou estar bem melhor fisicamente. O lançamento deixou Luís Fabiano na cara do gol. Atrapalhado por três marcadores, ele chutou sem jeito e facilitou a defesa do goleiro Mwarami.
No intervalo, Dunga promoveu quatro mudanças: Lúcio deu lugar a Luisão na zaga; Michel Bastos foi substituído na lateral por Gilberto, Gilberto Silva saiu para dar chance ao volante Josué, e Felipe Melo, único no primeiro tempo com cartão amarelo, foi para o banco. Ramires entrou em seu lugar, e em pouco tempo o time mudou, ficou mais rápido. Aos 7min, Josué deu passe, Ramires arrancou sozinho pela esquerda e chutou forte ao entrar na área: 3 a 0.
A Tanzânia, do técnico brasileiro Márcio Máximo, fez duas mudanças e não deixou de investir, levando perigo, mas imperfeita nas conclusões. Depois do gol, Elano foi substituído por Daniel Alves. O Brasil continuou melhor, ainda que pecando nos passes no meio-de-campo. Kaká, que jogou apenas o primeiro tempo na vitória sobre o Zimbábue, ficou até o fim da partida, e deixou sua marca. Aos 30min, ele recebeu o cruzamento da direita e fez com o peito.
Luís Fabiano, que tem como meta marcar um gol em cada jogo da Copa, saiu sem deixar sua marca e foi substituído por Nilmar logo após o 4 a 0.
Aos 41min, Gomes, que tinha acabado de fazer grande defesa, levou um gol no chute forte e no canto de Aziz, descontando para os donos da casa. Ramires fechou a goleada aos 47 minutos, de cabeça, depois do levantamento de Daniel Alves.
O Brasil jogou com Gomes; Maicon, Lúcio (Luisão), Juan, e Michel Bastos (Gilberto); Felipe Melo (Ramires), Gilberto Silva (Josué), Elano (Daniel Alves), e Kaká; Luís Fabiano (Nilmar), e Robinho.