Por: Roberto - 10/03/2016
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Aconteceu no início da noite desta quarta-feira (09), na Câmara Municipal de Picos, o velório do médico e prefeito de Bocaina, José Luís Barros, o qual foi vítima de um infarto no último dia 07 de fevereiro.
O corpo do prefeito chegou à cidade de Picos por volta das 18h00 e foi velado na Câmara como gratidão por ter prestado grandes serviços na área médica e humanitária à sociedade picoense.
A família, amigos e várias autoridades estiveram presentes no evento, que foi marcado pela comoção de todos que ali se encontravam. Entre eles estava o prefeito de Picos, Walmir Lima, que lamentou a morte de Zé Luís e enalteceu seu trabalho em solo picoense.

“O sentimento que a gente traz nesse momento é de tristeza e ao mesmo tempo de recordação dos momentos não simplesmente como prefeito, as recordações que trago são mais como cidadão, como um profissional tão dedicado que foi, que não tinha hora de descanso, de saída dos hospitais… Apesar de ter suas raízes em Bocaina, mas o sentimento de separação e dor perpassa os limites de Bocaina. É Picos e macrorregião que perdem e sentem com isso. Recordo que, quando era seminarista, toda necessidade que tínhamos – a população daquela região – e recorríamos a ele ali no hospital de Dr. Warton, e ele, prontamente, nos atendia. A mensagem que eu deixo pra família é de que busquem esse conforto nas boas lembranças como pessoa e como um grande profissional que ele deixou”, falou.
O médico, ex-prefeito de Picos e atual conselheiro estadual, Kleber Eulálio, também esteve presente na Câmara Municipal para homenagear o “amigo de longa data”, Zé Luís. De acordo com ele, o gestor de Bocaina era um homem íntegro, sincero e compromissado, o que representa uma grande perda para as cidades da região.

“Desde que Zé Luís estava em Teresina que eu acompanho pela família o estado de saúde. Tive a oportunidade de visita-lo e agora recebi a notícia com muita tristeza. Perco um grande amigo de longa data. As cidades de Bocaina e Picos perdem um grande médico. São mais de 40 anos fazendo o bem, atendendo às pessoas mais humildes, mais pobres. Foi meu aliado a vida inteira e agora estava como aliado de meu filho. Era um homem extremamente sincero, que honrava com sua palavra e cumpria com seus compromissos. Então era isso o que ele exigia daquelas pessoas que conviviam com ele: que tivessem a mesma sinceridade e compromisso, que honrasse a palavra empenhada. Mesmo muito tristes, temos que nos curvar diante da vontade do Senhor e que todos venhamos a seguir o exemplo que ele nos deixou”, declarou.

Gil Paraibano, também ex-prefeito de Picos, ressaltou a integridade de Zé Luís e disse que toda homenagem prestada ao médico na cidade era justa pelo trabalho que o mesmo exerceu no município.
“Zé Luís foi um médico e um político que serviu muito a Picos e região. Todas as homenagens que receber de Picos são justas, pois foi um homem que serviu muito a saúde de Picos e nunca teve a dificuldade de atender ao pobre ou quem quer que seja. Conheço-o há anos e foi um homem muito honesto e íntegro no que tange a política e vida social. Então a perca foi grande para a região!”, comentou ele.

O ex-prefeito de Bocaina, Gilberto Leal, também lamentou a morte de José Luís e que, mesmo ambos tendo andado por vários anos em classes opostas na política, agora se faziam aliados.
“O sentimento é de uma tristeza muito grande. É um abatimento para toda a população bocainense, pois é a perda de um grande filho e que era um ser humano muito bom. A bocaina perdeu um grande homem e que iremos todos sentir essa falta. Mesmo adversários, sempre nos respeitamos muito. Nunca tivemos nenhum atrito que impedisse de um dia sermos amigos. Tanto é que fizemos uma composição juntos há quase três anos. Era um sujeito de coração grande, amigo, nunca se negou a atender quem quer que fosse, correligionário ou adversário”, disse.

O presidente do Sindicato dos Médicos, José Almeida, disse que o profissional levava o trabalho muito a sério e o fazia com a alma, na intenção de sempre ajudar a todos os que necessitavam, sem demonstrar cansaço algum, o que tem sido muito cobrado hoje em dia pela população.
“A classe médica está triste. Todo mundo conhecia ele. Sem dúvida alguma usava a medicina como sacerdócio, gostava do que fazia. Às vezes eu ficava impressionado, porque eram cinco ou seis pacientes para fazerem cirurgia e ele fazia, sem demonstrar cansaço, porque queria ajudar o povo, queria trabalhar. Então notávamos que fazia a medicina com gosto. E isso fará muita falta na classe médica, pois a gente sabe que é uma classe hoje muito batida, cobrada, pois esse tipo de trabalhador como Dr. Zé Luís, está escasso. Esperamos que os novos médicos tomem a vida dele como exemplo”, declarou.

O corpo do ex-prefeito de Bocaina seguiu para sua cidade natal por volta das 20h00 e foi enterrado na manhã desta quinta-feira (10) em um cemitério local.
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