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Saúde

Ultrassom que destrói tumores chega ao Brasil: câncer

Por: Roberto - 26/04/2016

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Chegou a São Paulo um ultrassom israelense que destrói tumores. O serviço foi inaugurado nesta terça-feira, 14, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Ices).   O serviço de ultrassom – c0m ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar – serve para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia.   O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).   Como   Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto – com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética.   Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.   Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão.   Tratamento   Segundo Marcos Roberto de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas – tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.   A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca onde é necessário”Marcos Roberto de Menezes, diretor doesto de diagnóstico por imagem do Icesp.   O diagnóstico por imagem permite conhecer as áreas onde estão os miomas.   Após definir os pontos que serão destruídos pelo calor, os médicos começam a disparar as ondas sonoras em pequenos pontos dos tumores. Cada pulso demora apenas alguns segundos.   Vários são necessários para queimar uma área inteira. Toda a operação pode levar até, no máximo, 2 horas.   O ultrassom eleva a temperatura das células cancerígenas até 80º C.   “Esse calor destrói qualquer tipo de célula”, diz Marcos. “A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca o que é necessário.”   Quem pode?   O tratamento, no entanto, não serve para qualquer paciente. Um estudo anterior precisa ser feito para saber quem pode passar pelo ultrassom.   “Dois fatores que são levados em conta na escolha das pacientes são o local do tumores e o tamanho deles”, explica o médico do Icesp.   A técnica dispensa o uso de anestésicos. “As pacientes ficam conscientes durante toda a operação, recebem apenas sedativos”, explica Marcos.   Segundo o médico, o procedimento não causa dor intensa. “As pacientes costumam reclamar de dores parecidas com cólicas menstruais, mas isso somente durante o exame.”       Com informações do SimIsrael
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