Por: Roberto - 12/05/2016
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“Ela não cometeu crime, há um golpe em curso. Afastaram uma presidenta honesta que não está envolvida em nenhum esquema de corrupção. Este será um governo transitório, fruto do afastamento ilegal da presidenta, mas eu vou estar na trincheira sempre, em defesa da democracia e da constituição”, declarou o governador Wellington Dias (PT), logo após a saída de Dilma Rousseff (PT) da presidência do Brasil.
O governador não acredita que poderá haver estabilidade política no Brasil depois do afastamento da presidente. “54 milhões de brasileiros elegeram a presidente e ela não pode ser afastada sem ter cometido um crime. Esta situação vai gerar ainda mais instabilidade política no país”, afirmou.
Welligton Dias disse que o povo vai se mobilizar em defesa de Dilma Rousseff. “Movimentos sociais, os movimentos de rua, os estudantes, trabalhadores do campo, movimento das mulheres, dos trabalhadores, dos servidores cresceram muito e crescerão ainda mais, o que é muito importante neste momento. Se de um lado haverá a batalha jurídica, a luta do parlamento para que a gente possa vencer este golpe, do outro lado haverá mobilização de rua. Trabalharemos todos juntos”, declarou.
O governador, durante a entrevista, citou os dados da pesquisa do Data AZ onde mais da metade dos eleitores de Teresina (53,20%) desaprovam o impeachment. “Vamos ter nos próximos meses outra compreensão dos nossos senadores. O estado do Piauí está do lado da democracia, as pesquisas apontam isso, pois 54% dos nossos eleitores condenam o impeachment”, argumentou.
Já na próxima terça-feira (17) haverá uma reunião do Partido dos Trabalhadores onde será tratada a estratégia dos membros da sigla como opositores do Congresso Nacional. “A luta continua em todos os campos possíveis, jurídico e político, para que com base na democracia, possamos garantir o restabelecimento das condições políticas e recuperação econômica, quando a presidente retornar ao seu cargo. Nesta terça-feira discutiremos as nossas metas para recuperarmos o desenvolvimento do país”, concluiu.
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