Municípios
Lula quer pôr fim à farra de compra de terras no Piauí por estrangeiros
Por: Roberto Carvalho - 04/07/2010
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- Valores das terras na região sul do Piauí valorizaram cerca de 70%; as aquisições não têm controle do Estado O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado com o crescimento de estrangeiros adquirindo terras brasileiras. Para se ter uma idéia de como está o interesse, as terras piauienses na região do Sul do Estado, valorizaram 70% e as do litoral estão sendo vendidas para empreendimentos turísticos e só não são mais comercializadas por conta da falta de infraestrutura na região. Segundo dados compilados do governo federal, o Piauí é um dos estados no Brasil que mais recebem investimentos externos. As informações constam de relatórios da Agência Brasileira de Integilência (ABIN) e chegaram ao conhecimento do presidente Lula. A idéia do governo é restringir a compra de terras a estrangeiros, até porque muitas dessas propriedade são postas em nome de laranjas, em pleno território nacional. Quando do lançamento do Plano Safra 2010/2011, Lula foi taxativo em seu posicionamento. “Uma coisa é comprar uma usina, comprar uma fábrica; outra coisa é comprar terra. Daqui a pouco vamos ficar com um território diminuto”, falou. Recentemente um grupo de trabalho do Ministério Público Federal (MPF) realizou estudo sobre o assunto. Um dos procuradores que fizeram parte do grupo, Marco Antônio Almeida, chamou a nova demanda de “neocolonialismo”. “Na verdade, há hoje em curso, mundialmente, uma coisa chamada neocolonialismo. Não é uma questão ideológica, é uma questão fática. A China está comprando terras na África e no Brasil. Já há uma previsão de compra de 200 mil hectares no Mapito (região que engloba as porções mais pobres do Maranhão, Piauí e Tocantins). Isso é nocivo. Vai haver problemas relativos a preços. Por que a China quer terra para plantar soja? É porque ela não quer mais pagar os preços da soja que importa”, falou quando da divulgação do estudo. Um grupo estrangeiro que está de olho nas terras piauienses, dentre muitos outros, é o chinês Pallas International, formado por investidores privados, em parceria com o governo da China, e que também atual no ramo de bioenergia.