Por: Roberto Carvalho - 07/07/2010
195
Após nove meses e um grande trabalho investigativo, a polícia do Piauí consegue recuperar uma carga de peças de motocicletas roubadas em novembro de 2009. São dezenas de pneus, paralamas e outras peças, que foram roubadas da distribuidora Moto Moura, localizada em Picos e atende ao Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia e Pernambuco. Segundo contabilização da polícia, a carga está avaliada em R$ 100 mil.

Segundo o delegado Francisco Costa, o Bareta, da Polinter, a quadrilha foi presa a investigação continuou com o rastreamento das ligações telefônicas dos receptadores das cargas roubadas. O delegado explica que a quadrilha, composta por membros da família Paixão e de um sargento reformado da polícia, realizou o primeiro assalto de cargas em outubro do ano passado entre as cidades de Patos e Jacobina, quando parte da carga já havia sido recuperada.
No segundo crime, que aconteceu no dia 22 de novembro próximo a Picos, a polícia conseguiu desmantelar a quadrilha, mas não havia conseguido recuperar a carga, que estava em poder de Ismael Paixão, o chefe do bando.
Nesta ocasião foram presos Janilma Batista da Paixão, João Batista da Paixão, Atilano Macêdo Paixão, Francisco João da Silva, mais conhecido como sargento Sil, e seu filho, Francisco João da Silva Júnior.
"Esse Ismael era muito audacioso. Nós estávamos investigando o primeiro roubo e ele realizou o segundo e escondeu a carga. Quando nós estávamos com mandado de prisão, recebemos a informação que ele havia sido assassinado com 40 tiros em Petrolina e o corpo tinha sido enterrado em Juazeiro", conta o delegado.
A polícia estava rastreando as ligações dos receptadores. Semana passada, os policiais chegaram à região de Serra do Inácio, em Betânia do Piauí, na divisa com Pernambuco. Mas a carga não foi encontrada. Na última segunda a polícia foi na casa de uma tia de Ismal e encontraram a carga, que foi transportada para a Polinter.
"A investigação de um crime é um exercício de paciência. Quando nós investigávamos o primeiro assalto eles fizeram o segundo. Nós prendemos cinco, mas ainda faltava o Ismael. Ele foi morto mas continuamos rastreando as ligações dos receptadores, que atuam nas cidades de Afrânio, Santa Filomena, Araripina e Betânia. Com a morte, os receptadores não conseguiram tirar a carga para vender. Eles estavam esperando um preço mais alto", explicou Bareta.
Muitas peças ficaram danificadas por conta do tempo que ficaram enterradas. Elas serão periciadas e depois devolvidas para a distribuidora.