Por: Roberto - 11/12/2016
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Cerca de R$ 15 milhões foi levado da sede da Servi-San em Teresina neste domingo (11/12). A informação foi confirmada pelo proprietário, Assis Fortes, que disse que pelo menos 20 criminosos participaram da ação. Esse pode ser o maior assalto da história do Piauí.
O inspetor geral da segurança da empresa, identificado como Raimundo Nonato Cruz, o Cruz, teria sido sequestrado junto com a família ainda na noite do sábado (10/12), levado para uma chácara e no dia seguinte obrigado a entrar na sede da Servi-San, na avenida Miguel Rosa. Os criminosos teriam rendido os funcionários que estava no local com ameaças e levaram o dinheiro dos cofres.
VÁRIOS CARROS NA AÇÃO Quatro carros teriam sido utilizados na ação e há suspeitas que seria planejada há meses, tendo em vista que os criminosos sabiam sobre a rotina da empresa. Eles estavam armados com fuzis e metralhadores e teriam levado um HD onde estavam armazenadas imagens do circuito interno de segurança.
FAMÍLIA TODA SEQUESTRADA O inspetor, que trabalha na empresa há cerca de 30 anos, a esposa, a mãe, filhos o irmão e um sobrinho teriam sido levados para uma chácara próximo a Altos e em seguida levados para empresa, onde o assalto foi realizado. Eles foram liberados na manhã deste domingo.
Segundo testemunhas, todos os assaltantes estavam encapuzados e usaram de muita violência com os reféns e a ação na empresa durou menos de 30 minutos.
SEGURANÇA DO ESTADO NÃO SABIA DO CASO Até a tarde deste domingo a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Segurança não sabia desse caso que pode ser o maior da história do Piauí e não havia nenhum registro no Centro de Operações Policiais Militares (Copom), da Polícia Militar. Mas houve informações de que o inspetor já foi prestar depoimento no Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), que investiga o caso.

NÃO É O PRIMEIRO CASO Esse não é o primeiro assalto à Servi-San. Criminosos levaram R$ 1,5 milhão após assalto a um carro-forte, fora outros carros explodidos nos últimos anos, todos cobertos por seguro. A empresa também está envolvida em uma série de problemas com pagamento de terceirizados, muitos deles com até três meses de salários atrasados.
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