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Saúde

Remédios similares chegam a 65% do consumido no país

O medicamento enfrenta concorrência de outras marcas

Por: Roberto Carvalho - 15/07/2010

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Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as vendas dos medicamentos genéricos e de marca sofreram uma queda de percentual em relação aos similares. Segundo a pesquisa, os medicamentos de marca atualmente ocupam o segundo lugar do ranking, com 20,46%, e os genéricos, o terceiro, com  13,23%, enquanto os similares atingem 65,31% de todo o consumido no Brasil. Pode ser confuso para muitas pessoas tentar diferenciar os três tipos de medicamentos. Quem explica a diferença entre eles é o  coordenador do programa de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Piauí, José Lamartine. Ele levanta a questão da patente como peça crucial para diferenciar os tipos  comercializados no país. Segundo Lamartine, os medicamentos de marca (ou de referência) são aqueles que normalmente são os mais usados e conhecidos há maior tempo pela população, por terem sido os pioneiros e únicos a terem direito a usar a composição durante o tempo que compreende a patente e por terem sua eficácia historicamente comprovada. Ao contrário dos similares e genéricos, ele não possui identificação de seu tipo no rótulo. Os similares são aqueles medicamentos que surgem logo após o vencimento da patente, utilizando a mesma composição do de referência ao qual pretende igualar seu efeito. A diferença é que os medicamentos de marca e genéricos sempre tiveram sua qualidade testada e comprovada antes da comercialização. Os similares devem obrigatoriamente conter o seu componente ativo no nome ou na marca. Segundo Lamartine, o preço dos similares pode ser apontado com um grande contribuinte para esse aumento no percentual de consumo. O coordenador afirma que, antigamente, era muito mais simples conseguir registrar um medicamento similar, mesmo que este não obtivesse grande confiabilidade. De alguns anos para cá, a Anvisa determinou que todos os medicamentos deveriam passar pelos mesmos testes para poderem ser comercializados no Brasil. “A partir daí os similares passaram a ter as mesmas características dos genéricos, e não mudaram seus nomes e marcas para genéricos  simplesmente por uma questão comercial”, afirma Lamartine.Contraditoriamente aos dados divulgados pela última pesquisa da Anvisa, o coordenador afirma que isso deixará os similares com os dias contados. “A tendência é que eles acabem desaparecendo”.  Viagra enfrenta concorrentes bem mais baratosO Viagra, pequeno comprimido conhecido como o pioneiro e mais famoso medicamento no tratamento da disfunção erétil, teve sua patente derrubada no Brasil em abril deste ano. Com a quebra da carta de direitos exclusivos de fabricação, uma série de medicamentos genéricos e similares já chega ao mercado a preçosmais acessíveis. Valter Carvalho, gerente de uma farmácia de Teresina, mostra o recém-chegado genérico.Ele afirma que os fabricantes do Viagra já haviam se antecipado a isso. “O preço já caiu, mesmo antes da patenteser derrubada”. O medicamento, que antes era famoso por ser o único no mercado, hoje já enfrenta concorrência de outras marcas, mesmo que ainda pouca. Com a abertura para o surgimento de derivados,  outros similares deverão se juntar ao recém-lançado genérico, contribuindo para reduzir ainda mais o preço.
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