Por: Roberto - 01/05/2017
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As centrais sindicais afirmam que 40 milhões de trabalhadores em todos os estados do Brasil aderiram à greve geral.
Segundo a CUT, foi o maior movimento grevista da história do país, superando a greve de 1989, quando 35 milhões de trabalhadores pararam por dois dias.
PODCAST | Greve Geral | 30.04.2017
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Metroviários, rodoviários, petroleiros, professores, metalúrgicos, bancários, estão entre as categorias que cruzaram os braços nessa sexta-feira.
As entidades sindicais esperam que os protestos possam sensibilizar governo e parlamentares.
Em entrevista a Rádio CUT, o presidente da entidade, Wagner Freitas, afirmou que a expectativa é que os senadores possam rever seus votos na Reforma Trabalhista, aprovada essa semana pelos deputados.
“O grande ganho da Greve Geral foi o ganho da consciência da sociedade. E agora o Senado vai ter a possibilidade de tá votando, de tá legislando com a opinião pública que se demonstrou contrária aquilo que a Câmara votou.”
Os sindicalistas também querem a retirada da reforma da Previdência da pauta da Câmara. Para a Força Sindical, o Palácio do Planalto deve ouvir as vozes das ruas e abrir negociação sobre os temas em questão.
Mas diferente da avaliação das Centrais, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio considerou um “fracasso” o movimento grevista dessa sexta-feira. Para Serraglio, o protesto teve baixa adesão da população, o que dá força às reformas.
“Vai pressionar no inverso. No sentido de que não há esse apoio tanto quanto se imaginava a quem é contrário às reformas.”
Em nota, o presidente Michel Temer destacou que as manifestações ocorreram livremente em todo país. E lamentou os fatos isolados de violência. Temer disse ainda que o debate sobre as reformas vai continuar a ser realizado no Congresso Nacional.
Em algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro os protestos terminaram com confrontos entre policiais e manifestantes. Em Goiás, o estudante universitário Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, foi agredido por um policial militar durante manifestação no centro de Goiânia.
De acordo com apuração da Agência Brasil, Mateus sofreu traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas. O estudante está hospitalizado em estado grave.
FONTE: Agência Brasil - Foto: Assis Santos/Grande Picos