Saúde
Sarampo: Piauí não atingiu a meta estipulada pelo Ministério
A Sesapi ainda não conseguiu atingir a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que é de pelo menos
Por: Roberto Carvalho - 19/08/2010
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Contabilizando 85,63% de cobertura vacinal contra o sarampo, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) ainda não conseguiu atingir a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que é de pelo menos 95%. É o que afirma Maria Veloso, coordenadora de Vigilância e Saúde da Sesapi. Segundo ela, mesmo a vacina tríplice viral estando disponível nos hospitais de todos os municípios do Estado, muitos pais ainda não atentaram para a importância da imunização de crianças a partir de um ano de idade. “Apesar de não serem feitas campanhas como a da poliomielite, a vacinação contra o sarampo é feita rotineiramente, não cabe justificativa para a não imunização das crianças”, argumenta Maria ao comentar que desde o ano de 2000 não foram registrados casos da doença no país, bem como no Piauí. No entanto, relatos de casos da patologia no Pará ressuscitaram as discussões a respeito do sarampo, inclusive da possibilidade de reaparecimento da doença em outras localidades brasileiras. De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, a Secretaria de Saúde do estado do Pará confirmou o diagnóstico de sarampo em um jovem de 19 anos, sendo o primeiro caso autóctone da doença nos últimos dez anos. As demais ocorrências foram importadas ou consequência de importação, ou seja, adquiridas em localidades fora do território brasileiro. Para especialistas no assunto, tal descoberta é motivo de preocupação, já que a doença tem um alto grau de contágio e pode se espalhar facilmente. De passagem pela capital, por ocasião de um seminário sobre a eliminação das doenças exantemáticas e manutenção da certificação da poliomielite, o pediatra Ronaldo Martins explica que no país inteiro é perceptível as dificuldades quando da feitura de campanhas de vacinação. Isto porque, boa parte da população teme os efeitos colaterais ou mesmo se recusa a receber as doses da vacina. “Apesar do país não correr riscos de um surto da doença, temos que conscientizar as pessoas a respeito dos perigos que esta pode trazer”, aponta. Com sintomas bastante agressivos, como febre alta e de duração longa, além de sonolência e manchas vermelhas pela pele, o sarampo se apresenta de maneira diferente em crianças e adultos, podendo o vírus se desenvolver em poucos dias.