Por: Roberto - 30/08/2017
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Os meses mais quentes se aproximam e, com eles, a quantidade de incêndios em Teresina. Entre o dia 1º de janeiro e 20 de agosto, o Corpo de Bombeiros realizou 285 atendimentos na capital, além dos focos de incêndio que não são registrados pela corporação. Esta não é uma realidade exclusiva da cidade: em todo o Piauí, 1790 atendimentos relacionados a incêndios de vegetação foram realizados, quase 20% acima da média, que é de 1,5mil. Entretanto, o major Veloso, do Corpo de Bombeiros do Piauí, afirma que, em 2017, houve redução dos casos em Teresina.
(Crédito: José Alves Filho)
“Por causa das chuvas esporádicas que aconteceram de maio até o mês de agosto, houve uma diminuição da demanda de atendimentos por causa de incêndios na cidade”, ele explica. A principal causa dos incêndios, segundo o major, é a ação humana. “Geralmente são as pessoas que originam a queimada, quando a realizam em locais e horários inadequados, de forma que acabam perdendo o controle. Tem o lavrador que coloca fogo na sua roça, pessoas que queimam o seu lixo e ainda há os incêndios criminosos”, Veloso enumera. “O ideal é que, se for preciso queimar algo, que isso seja feito antes das 10h ou após às 16h”, ele aconselha.
Os danos podem variar em intensidade, desde poucos prejuízos, quando o fogo é controlado a tempo, a grandes perdas. “No ano passado, tivemos danos extremos de patrimônios, residências, galpões e granjas, com morte de animais de criação. Também tivemos no Estado lavouras prejudicadas, além da própria qualidade do ar. A flora e a fauna são os principais prejudicados”, o major narra.
O Piauí possui três regiões climáticas com períodos específicos nos quais o número de atendimentos a incêndios se destaca. Até o mês de agosto, os focos são os municípios ao do sul Estado. Já a parte central, onde se localiza Teresina, esse problema é mais recorrente nos meses de setembro a novembro, quando as chuvas começam a retornar no sul, chegando à capital ao final de dezembro.
Baixa umidade deve se intensificar Alguns dos fatores de propagação do fogo são a baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas e ventos fortes. Mas além de propiciar a propagação dos incêndios, a redução da umidade também pode trazer danos à saúde da população. Com a chegada do B-R-O-BRÓ, a população deve ficar alerta.
Nos próximos 15 dias, a umidade em Teresina deve variar entre 48% e 74%. Já a região que abrange as cidades de Alvorada do Gurgueia, Bom Jesus e Caracol podem chegar a 13%, beirando níveis de emergência.
A meteorologista da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) do Piauí, Sônia Feitosa, explica que isso se deve a uma massa de ar seca que se aproxima nesse período do ano e se concentra ao sul do Piauí. Mas, apesar de até dezembro a expectativa ser de alta temperatura e baixa umidade, a intensidade destas características devem ser mais amenas em 2017.
“Em agosto é quando realmente começa a se intensificar o pico de temperatura e baixa umidade. Neste ano, desde julho que as altas temperaturas já se anteciparam, mesmo que junho tenha sido de tempo mais agradável. Em 2017, a baixa umidade será menos intensa que em 2016, e isso se deve a vários fatores: devido às chuvas melhores que no ano passado, o solo não está tão seco e a vegetação ainda está um pouco verde, o que reduz, inclusive, o número de queimadas, pela dificuldade de combustão”, explica a meteorologista.
A perspectiva para este B-R-O-BRÓ, segundo Sônia Feitosa, é de muito calor, dentro da média normal ou um pouco acima dela. “Já estamos com quase 39ºC no sul do estado. Vai ser bem quente, mas não é nenhuma surpresa”, ela pontua. As primeiras chuvas na região devem retornar no final do mês de outubro.
MN