A Construtora Jurema está sendo acusada de abandonar dez obras de asfaltamento de estradas piauienses e já teria demitido 75 funcionários entre motoristas e serviços gerais, nos últimos dias, alegando falta de
pagamento, por parte do Governo do Piauí. A revelação foi feita na tarde do último domingo (29 de agosto de 2010), ao Portal GP1, por um funcionário da Construtora Jurema, que está a apenas três meses, na referida construtora e está também ameaçado de ser demitido.
O funcionário que pediu para seu nome ser mantido em sigilo revelou que dentre as obras em que a Construtora Jurema retirou suas máquinas alegando falta de
pagamento está à estrada que interliga Sigefredo Pacheco a rodovia que vai para Castelo do Piauí, que ainda falta 20 quilômetros para ser colocado asfalto, onde inclusive, o prefeito João Gomes já declarou rompimento com o governador Wilson Martins.
A mesma fonte declarou que a Jurema também retirou suas máquinas da estrada que interliga Buriti dos Montes a Castelo do Piauí, onde são 60 quilômetros para ser asfaltado e a construtora só fez até o momento, parte da terraplanagem. A estrada de Milton Brandão parou ainda faltando ser asfaltado 25 quilômetros, pois ainda não foi feito nem o desmatamento para fazer o aterro e colocar o asfalto. Outra obra do Governo do Piauí que a Construtora Jurema ganhou e está paralisada é a estrada que interliga os Municípios de Luzilândia e Esperantina.
Imagem: Portal GP1

Construtora Jurema
O funcionário da Jurema acrescentou ainda ao GP1 que a PI-112, no trecho que interliga União a Miguel Alves, que está toda esburacada, a Construtora Jurema ainda colocou as máquinas, mas retirou alegando falta de
pagamento para dar continuidade à obra. A
empresa também paralisou uma estrada no Município de Parnaguá, no Sul do Piauí e em Jatobá do Piauí onde ainda falta ser asfaltado um trecho de três quilômetros entre Campo Maior e aquele Município.
O funcionário da Jurema adiantou ainda ao Portal GP1 que a empresa já recolheu 32 caçambas que estavam sendo utilizadas nas obras que estão paralisadas e dispensou outras 22 caçambas que haviam sido alugadas. Este funcionário da Jurema disse que a revolta é grande entre os funcionários que já foram dispensados pela empresa que alega falta de pagamento das obras, por parte do Governo. O débito para com a empresa seria de mais de 100 milhões de reais.
O outro lado
O portal GP1 procurou falar com o responsável pela Construtora Jurema, Humberto Castro, na sede da empresa, mas o mesmo não se encontrava e a telefonista informou que ele não tinha hora para chegar e o celular informado pela secretária como sendo de Humberto Castro chama, mas ninguém atende.