O governo federal informou nesta terça-feira que não há previsão de reajuste para os benefícios do Bolsa Família para 2011. Mesmo assim, o Orçamento Geral da União projeta crescimento de 2,1% nas
despesas globais do
programa, o menor aumento desde a sua criação, em 2003.Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a estimativa de aumento das despesas acontece por causa da mudança perfil de algumas famílias. "Em alguns casos, as famílias passam a ser enquadradas em novo perfil e recebem mais. Esse é o único aumento que o orçamento contempla".De acordo com a proposta enviada hoje ao Congresso Nacional, os
gastos com o Bolsa Família passarão de R$ 13,119 bilhões para R$ 13,4 bilhões. O total de famílias atendidas continuará em 12,7 mil.O ministro, no entanto, ressaltou que o sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva poderá alterar a previsão de gastos com o Bolsa Família. Segundo ele, ficará a critério do próximo presidente da República aumentar o número de famílias atendidas ou reajustar o
valor do benefício.