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Nordestino é o mais otimista quanto à economia do Brasil
Pesquisa Ipea revela que região Nordeste é a mais otimista quanto à economia
Por: Roberto Carvalho - 31/08/2010
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O nordestino já foi antes de tudo um forte. Agora é, acima de tudo, o mais otimista quanto ao desempenho econômico do Brasil nos próximos 12 meses. A pesquisa domiciliar do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encontrou 74,37% das famílias na região Nordeste confiantes no futuro do País nos próximos 12 meses. No Norte, 72%. A expectativa de "melhores momentos" cai nas demais regiões. No Sul, 51,53% das famílias estão confiantes; no Centro-Oeste, 50,18%; no Sudeste, 48,22%. A média nacional de otimismo ficou em 58,03%.O Ipea avaliou cinco itens para montar o Índice de Expectativas das Famílias (IEF): quanto à situação econômica; à situação financeira; ao consumo; ao endividamento; ao mercado de trabalho. No cômputo geral, a região mais otimista é o Centro-Oeste, com 68,14% das famílias confiantes quanto à "situação socioeconômica" nos próximos 12 meses. O Nordeste vem em segundo lugar, com 66,19%. A seguir, Norte; com 66,19%; Sul, 62,12%; Sudeste, 59,09%. A média nacional ficou em 62,75%, levando-se em consideração todos os itens pesquisados.Quanto à situação financeira, a percepção de que a renda familiar está melhor do que há um ano é maior no Centro-Oeste, com 81,75% e no Norte, com 80,33%. Para 77,75% das famílias nordestinas, a situação melhorou. Está no Sudeste e no Sul a indicação de menor melhoria financeira em um ano: 69,41% e 67,39%, respectivamente. A média nacional ficou em 73%.Os nordestinos, talvez pela confiança na economia, são os que mais consideram o momento ideal para adquirir bens de consumo duráveis. Na região, 63,85% das famílias estão dispostas a consumir eletrodomésticos, automóveis e outros bens duráveis No Centro-Oeste, o desejo de comprar cai para 54,74%. Nas demais regiões: Sudeste, 50,59%; Norte, 47,33%; Sul, 41,62%. O índice nacional de expectativa de consumo ficou em 53,04%. Para 37,82%, o momento não é dos melhores para gastar. Está no Nordeste a segunda maior proporção de famílias sem dívidas, 52,77%. A menor está no Centro-Oeste, com 55,44%. Somente 16% das famílias da região Norte estão livres de dívidas. No Sudeste, 47,6%; no Sul, 36,04%. No conjunto das famílias brasileiras, 11,45% declararam não ter dívidas e 11% estão "muito endividadas", acima da capacidade do rendimento familiar. O valor médio das dívidas é de R$ 5,4 mil. Cerca de 20% das famílias estão com alguma conta atrasada, mas 60% acreditam que sairão do vermelho a curto prazo.O último item, a expectativa das famílias sobre o mercado de trabalho mostra que o nível de segurança no Nordeste é o menor, mas alto, 70,1%. Todas as regiões apresentaram percentual superior a 70%. No Centro-Oeste e no Sul, mais acima: 87,6% e 86,1%, respectivamente. Quanto à expectativa de melhoria profisisonal nos próximos seis meses, o maior otimismo está no Norte, com 46,3%. Em seguida: Centro-Oeste (41,1%), Nordestes (36,7%), Sul (32,1%) e Sudeste (29,8%).O Ipea realizou a pesquisa em 3.810 domicílios distribuídos em 214 municípios de todas as unidades da federação. O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) é um trabalho de campo inédito realizado pela instituição.