Por: Roberto Carvalho - 06/09/2010
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O governo está com projeto de implantar máquinas com camisinhas nas escolas públicas. Esse assunto está gerando polêmicas, e tomou uma maior dimensão depois que a rede Globo através do programa Fantástico, fez uma matéria e uma enquete que a maioria dos pais de alunos foi a favor do projeto. Será que essa “moda” pega nas escolas particulares também?

O diretor do colégio Anglo Diferencial, professor Wilson Seraine, acredita que isso é um incentivo ao sexo, que escola não é lugar para distribuir camisinhas e dar como exemplo o carnaval que há distribuição de camisinha e todo mundo associa carnaval a sexo, diz que o mesmo não pode acontecer com as escolas, acrescenta ainda que dá instrução, informação sobre como se prevenir está altamente correto, mas passou disso não aprova. “Aqui no diferencial só terá uma coisa dessas se for lei federal, caso contrário, não adotaremos isso para nossos alunos” acrescenta.

Os alunos Laion Emérito, Marcos Borges e Paula Caroline, opinam que são a favor desde que a informação, a educação sexual venha junto com as máquinas de camisinha, pois acham que o governo está colocando isso porque querem mais uma vez abafar sua deficiência em proporcionar as escolas públicas um ensino ligado a tudo, inclusive a sexualidade. Acrescentam que hoje em dia tudo é um incentivo ao sexo, a TV, a internet, mas que não obriga ninguém a fazer vai da concepção de cada um, as máquinas vão proteger os alunos de doenças e gravidez indesejada e não obrigá-los a transar.

Jéssica Bezerra, Leonardo Lino e Viviane Cardoso, consideram que o ambiente escolar não é lugar colocar máquinas de camisinhas e sim de estudar. Acreditam que as camisinhas ali expostas, vão deixar o aluno com pensamento voltado para o sexo e não para o estudo e que aquela pessoa que ainda não pratica o ato sexual vai se sentir diferente porque as camisinhas vão está ali e, além disso, pode também induzir esses alunos a tomar decisões precipitadas. Acrescentam ainda que quem deseje transar tem acesso a camisinhas em qualquer lugar, não precisa ficar no colégio lembrando o aluno que o sexo existe, já basta a TV influenciando isso todo dia. Dizem que os políticos deviam se preocupar com coisas mais urgentes e realmente necessárias.
