No dia mundial da alfabetização, comemorado neste 8 de setembro, os pretos e pardos do Piauí têm menos razões para
celebrar a data que os brancos. Apesar da redução do analfabetismo em todas as classes sociais e em todos os estados do Brasil, os brancos ainda são privilegiados quando se medeo acesso ao ensino. Segundo o IBGE, 81,4% dos piauienses de cor branca com idade acima de 15 anos são alfabetizados. Já entre pretos e pardos, o índice cai para 74%. O acesso à escolarização é importante porque está relacionado com outros setores importantes para a
qualidade de vida. Segundo o IBGE, a
atenção dispensada à saúde infantil e às famílias como um todo relaciona-se à alfabetização, principalmente das mulheres, que, quando têm acesso à educação, diminuem o número de filhos eestes são mais saudáveis. A diferença entre pretos e brancos também acontece no Brasil, onde 10% da população em geral é analfabeta, mas, entre os negros, o índice é de 13,6% de analfabetos, quando entre os brancos cai para 6,2%, menos da metade. Enquanto os pretos têm menos acesso à escolaridade, quando se compara o sexo às mulheres no Piauí passam a ser
vantagem. Segundo o IBGE, 83,3% das mulheres no estado são alfabetizadas, contara 78,3% dos homens. O IBGE afirma que os gestores da área de saúde têm que dar um tratamento especial para os analfabetos, visto que necessitam de tratamento especial de abordagem das ações de promoção e recuperação da saúde. A taxa de alfabetização foi calculada para a população de 15 anos ou mais de idade seguindo as determinações da Unesco (Organização nas Nações Unidos para Educação, Ciência e Cultura), que considera que as crianças com até 14 anos de idade que ainda não adquiriram este nível de escolaridade têm maiores possibilidades do que as demais de se alfabetizarem devido, sobretudo, à crescente ampliação do acesso à escola.