Por: Roberto - 12/01/2018
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O promotor Leonardo Fonseca Rodrigues, do Ministério Público do Estado do Piauí, instaurou um inquérito civil público com o objetivo de investigar nomeações de parentes para cargos comissionados, por parte do prefeito de Bocaina, Erivelto de Sá Barros.
Na portaria de nº 50/2017, o promotor destacou que a afinidade familiar entre membros do poder executivo com ocupantes de cargos de direção e assessoramento e ocupantes de cargos de provimento em comissão ou de funções gratificadas é “incompatível com o conjunto de normas éticas abraçadas pela sociedade brasileira, que estão albergadas pelo Princípio Constitucional da Moralidade Administrativa”.
Erivelto BarrosEle então determinou que seja expedido ofício ao prefeito Erivelto para que ele informe a relação dos atuais ocupantes de cargos comissionados e de confiança existentes no âmbito do Poder Executivo do Município de Bocaina, a indicação de seus respectivos ocupantes, fornecendo seus nomes e endereço, e o grau de parentesco destes com qualquer das pessoas ocupantes dos cargos de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores do referido município, ou cargos de direção ou assessoramento.
O promotor Leonardo Fonseca ainda solicitou cópia das leis que criaram e disciplinaram todos os cargos comissionados e funções de confiança existentes no âmbito da Poder Executivo do Município de Bocaina. Também pediu a relação dos contratos vigentes, esclarecendo o nome, CNPJ e sócios das empresas contratadas, bem como se entre seus sócios existe alguém que seja parente consanguíneo, em linha reta ou colateral, ou por afinidade até o terceiro grau a indicação de seus respectivos ocupantes, fornecendo seus nomes e endereço, e o grau de parentesco com qualquer das pessoas ocupantes dos cargos de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores do referido município, ou cargos de direção ou assessoramento.
“A prática reiterada de tais atos de privilégio, relegando critérios técnicos a segundo plano, em prol do preenchimento de funções públicas de alta relevância através da avaliação de vínculos genéticos ou afetivos traz necessariamente ofensa à Eficiência no serviço público, valor igualmente protegido pela Lei Fundamental”, destacou o promotor na portaria que foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público do dia 8 de janeiro.
Outro lado
Procurado pelo GP1 nesta segunda-feira (8), o prefeito não foi localizado para comentar o caso. O GP1 fica aberto a esclarecimentos
Fonte: GP1