Por: Roberto - 02/06/2018
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O presidente da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), Avelino Neiva, informou que a companhia vai construir entrepostos postos de industrialização de grãos minérios em Teresina e Timon (MA) para aproveitamento dos produtos que serão transportados pela hidrovia do rio Parnaíba que separa os estados do Piauí e Maranhão.
Avelino Neiva afirmou que a CODEVASF está construindo muitas obras nas regiões dos vales do São Francisco e Parnaíba, como adutoras, e está trabalhando na navegabilidade do Parnaíba.
“ Nós vamos ter uma grande surpresa porque estamos fechando a contratação de uma empresa especializada para o rio Parnaíba. Depois que nós fizemos o evento, relacionado com o Exercito Americano e percorremos todo o rio Parnaíba, agora estamos tornando isso uma realidade. Temos o projeto em si sendo realizado. Nós estamos fazendo o termo de referência de tudo e vamos aguardar que daqui em poucos dias nós teremos essas grande novidade para o Piauí”, declarou Avelino Neiva.
Segundo ele, a CODEVASF vai fazer a partir das nascentes do rio Parnaíba até Teresina, em uma extensão em torno de 900 quilômetros. O Impacto será em todo Piauí em Maranhão.
“Se pegarmos o matopiba, vamos ver impacto da paralisação dos caminhoneiros no país. Os caminhoneiros paralisarão o país porque não se faz o desenvolvimento sem rodas de caminhão. Ou se faz o desenvolvimento pelas ferrovias ou se faz por água, ou hidrovias. Se você tem o desenvolvimento do país pelos caminhões, você nunca via desenvolve-lo, porque sempre teremos problemas.O caminhão estraga a estrada; o caminhão precisa de frete, o caminhão precisa de pneus. Quando se faz isso por hidrovias e por ferrovias, você faz desenvolvimento do país se da região. Nós pretendemos dentro desse projeto e dentro da região, fazermos em Teresina Timon, um grande entreposto em que todos o bens produzidos na região do matopiba, que é a junção do extremo sul do Piauí, Bahia,Tocantins e Maranhão, trazer para industrializar em Teresina e Timon, para que os produtos ja saiam daqui acabados e prontos para o consumo internacional”, explica Avelino Neiva.
Avelino Neiva diz que o grande erro do Brasil é de concepção. Ele acha que no Piauí, o projeto reconstrução da ferrovia trasnordestina, que liga a cidade de Eliseu Martins com o porto de Suape, em Pernambuco, e de Pecém no Ceará, Nascer, no porto de Luís Correia e fazer com que os seus ramais, nasceu em Pernambuco e no Ceará mesmo quando os dois estados não teinham carga específica.
De acordo com Avelino, Pernambuco e Ceará não tem cargas para manter o fluxo dos trens, já que a matéria prima de Pernambuco é de gesso, quando todo mundo é riquíssimo em gesso. E no Piauí, em vez da transnordestina nascer em Luis correia, onde seriam construídos os fornos de transformação do Ferro em Níquel para exportá-los semiacabados pelo porto de Luís correia, na transnordestina atual, o Piauí ser um mero instrumental, mero fornecedor de matéria-prima.
“Nós temos ferro para transportar de trem, nós temos níquel para transportar; nós temos acima de tudo os cerrados que produz soja milho, algodão. O Piauí é o único estado onde atua a transnordestina que tem cargas para ser transportadas de trem. O erro de concepção nasceu por ser agradável a um determinado seguimento político e o Piauí ficou exclusivamente como fornecedor de matéria-prima. E quem vai cuidar quando tivermos fazendo coleta de ferro e níquel dessa escavação monstruosa que vai acontecer no estado? quem que vai cuidar dessa passivo que vai ficarão Piauí? ninguém responde isso porque é uma política errada do governo do Piauí”, diz Avelino Neiva.

(Crédito: Reprodução)
Presidente da CODEVASF disse que o Exército Americano fez a viajem por todo o rio Parnaíba e agora a CODEVASF está fechando todos os estudos para viabilidade da navegabilidade do dorso. Ele lembra que nos Estados Unidos a navegação dos rios é de responsabilidade do exército.
Conforme ele, a CODEVASF vai contratar uma empresa especializada para fazer o estudo o grupo econômico que quer assumir a navegabilidade do rio Parnaíba.a própria CODEVASF vai ser contratada para fazer os estudos sem necessidades de novos gastos. “O grupo que quer investir no Piauí e no Maranhão está interessado porque sabe da viabilidade que tem o rio Parnaíba e o Matopiba, por conta também do extremo sul do Piauí onde fica maior parte dos cerrados do país. Então hidrovia do Parnaíba vai servir para transportar carne de gado, de galinha, minérios e grãos que podem ser até exportados pro mundo árabe”, declarou.