Geral
13º salário dos servidores públicos do Estado será feito antes do Natal
Nova máquina dificultará acomodações no governo, afirma, Tadeu Maia
Por: Roberto Carvalho - 07/11/2010
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O secretário de Governo, Tadeu Maia, afirmou que o pagamento do 13º salário aos servidores públicos estaduais vai fazer que mais dinheiro novo circule no mercado e aumente as vendas no comércio e em outros setores.“Nós estamos fazendo ajuste para garantir os investimentos feitos pelo Estado e o pagamento dos servidores públicos estaduais. Para estes o Governo do Estado tem que olhar, além de garantir o pagamento do 13º salário”, declarou Tadeu Maia, em entrevista concedida em seu gabinete no Palácio do Karnak, sede do Governo do Estado.Tadeu Maia informou que o governador Wilson Martins (PSB) não poderá deixar este ano restos a pagar para 2011 porque é último ano de mandato de quatro anos.“Quando é no exercício normal, o Governo do Estado ainda pode deixar restos a pagar para o ano seguinte, mas não quando é no último ano do mandato”, declarou Tadeu Maia.Wilson Martins foi reeleito, mas o mandato de quatro ano iniciado pelo ex-governador Wellington Dias (PT), e concluído por ele. “Você só pode deixar restos a pagar se tiver em caixa o dinheiro correspondente”, declarou Tadeu Maia.Tadeu Maia afirmou que na próxima semana o governador Wilson Martins terá uma reunião com seus secretários para tratar da reforma administrativa, da situação financeira do Estado.Wilson Martins não marcou com Tadeu Maia para a reunião ser na segunda-feira, apesar disso ser possível. “A reunião vai ser na segunda-feira ou terça-feira”, declarou Tadeu Maia.Wilson Martins estava ontem em Brasília para agilizar os recursos e verbas que o Governo Federal deverá liberar para obras e projetos após as eleições já que estava impossibilitado de repassar aos Estados e municípios no período eleitoral para evitar questionamento na Justiça Eleitoral.Martins está falando com os técnicos dos Ministérios dos Transportes, Integração Nacional, da Saúde e da Educação para a liberação de recursos para obras e programas que estão parados e precisam ser concluídos no final do mês.VEJA TAMBÉM:
Governo: Nova máquina dificultará acomodação
O governador Wilson Martins (PSB) tem um grande desafio em seu segundo mandato, que tem início em 1º de janeiro de 2011: dar participação a 13 partidos em uma máquina estatal mais enxuta. Em sua reeleição, Wilson teve o apoio dos partidos de sua coligação, “Para o Piauí Seguir Mudando” (PSB, PT, PMDB, PTN, PR, PRP, PC do B, PRB), e dos que apoiaram a candidatura de João Vicente Claudino no primeiro turno (PTB, PDT, PP, PRTB e PTC).A administração pública estadual direta e indireta conta atualmente com 67 órgãos (entre secretarias, coordenadorias, fundações, autarquias, superintendências, empresas públicas). Na composição atual do Governo, a maior parte dos cargos de alto escalão é de indicação do PT, partido do ex-governador Wellington Dias, e do PSB, partido de Wilson Martins. Têm indicações ainda PDT, PC do B, PMDB, PR (confira quadro na edição de hoje do jornal O DIA).Na última semana o governador anunciou em entrevista coletiva que pretende enxugar a máquina estatal. Partidos da situação, como o PT, já admitiram que terão espaço reduzido no próximo Governo, independentemente da diminuição da estrutura governamental. Já o vice-governador eleito Moraes Souza Filho, declarou que o governador ficará livre para indicar seus auxiliares no novo Governo, mas frisou que, ao contrário de mandatos anteriores, o PMDB está todo unido apoiando Wilson Martins. “Tenho certeza de que toda a base será contentada”, declarou.Segundo o governador, o perfil de seu novo secretariado será essencialmente técnico. Também deverão pesar na escolha dos novos gestores o volume eleitoral e a lealdade ao projeto de administração pública que está sendo implementado no Estado.EnxugamentoDe acordo com o secretário estadual de Governo, Tadeu Maia, a redução que o Governo pretende fazer – a partir de levantamento que deve ser concluído até dezembro, são ajustes de funções de alguns órgãos que desempenham ações semelhantes.Exemplos disso são a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e o Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), que executam obras estruturantes; e a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) e a Empresa Piauiense de Turismo (Piemtur), voltadas para a estruturação e promoção do turismo no estado. Segundo o secretário, a Piemtur pode virar departamento da Setur ou viceversa, por exemplo. “A Emgerpi (Empresa de Gestão de Recursos do Piauí) foi criada para gerir recursos humanos e acabou exercendo um papel de execução de obras, que não era o seu”, declarou Tadeu Maia, acrescentando que a Empresa não deve ser extinta, mas pode ser reduzida, retomando apenas suas atribuições iniciais. Outra possível mudança na estrutura da administração pública estadual é a diminuição do número de superintendências e coordenações atualmente com status de secretaria.Em coluna publicada na edição de ontem de O DIA, o jornalista Arimatéia Azevedo cita alguns órgãos que podem ser extintos, como as coordenadorias de Convivências com o Semiárido e de Segurança Alimentar e Erradicação da Fome – Fome Zero, a Loteria do Estado do Piauí, a Superintendência de Gestão Interna, e a Companhia de Gás do Piauí.EficiênciaTadeu Maia destacou que a reforma não prejudicará os serviços prestados pelo Governo do Estado à população. A expectativa do Governo do Estado é concluir o estudo de reforma administrativa até o mês de dezembro, quando o projeto deve ser encaminhado para apreciação da Assembleia Legislativa do Piauí.