Municípios
Mais de 50% do Piauí e do Maranhão não têm acesso a comida, aponta pesquisa do IBGE
No entanto, a região foi a que apresentou maior avanço entre 2004 e 2008.
Por: Roberto Carvalho - 29/11/2010
226
A pesquisa sobre segurança alimentar divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o Maranhão e o Piauí tinham menos da metade de seus domicílios com acesso garantido a alimentos de qualidade em quantidade suficiente. Os demais Estados do Nordeste também apresentaram percentual abaixo da média nacional, de 69,8%. No entanto, a região foi a que apresentou maior avanço entre 2004 e 2008. Da mesma forma, domicílios com crianças e adolescentes, chefiados por mulheres ou localizados em áreas rurais, mais expostos à insegurança alimentar, também conseguiram diminuir com mais força a incidência do problema. PROGRAMAS SOCIAIS "Se os programas sociais estiverem sendo encaminhados para os domicílios adequadamente, estão tendo um impacto importante nisso", diz a pesquisadora do IBGE Maria Lúcia Vieira. Ela também reitera que o Bolsa Família tem como foco justamente as casas com limitação de renda onde vivem crianças. O diretor do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e conselheiro do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), Francisco Menezes, defende a ampliação das transferências do programa de forma a contribuir para a superação do problema no país. "O Bolsa Família transfere hoje um valor médio de cerca de R$ 95 reais, abaixo da linha de pobreza extrema. Ou seja, ele ajuda, mas não dá conta de tudo", diz ele. Menezes também defende reajustes anuais para os benefícios pagos, a exemplo do que ocorre com o salário mínimo. Com informações da Folha de São Paulo.