Por: Roberto - 30/11/2018
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Maria Auricélia de Sousa, ex-companheira do deputado estadual Dr Pessoa (Solidariedade), que foi denunciada por ameaças, humilhação e menosprezo, abriu o jogo e deu detalhes do relacionamento com o parlamentar.
Em entrevista à Cidade Verde, disse que recebeu a denúncia com surpresa e que vai processá-lo por calúnia. Auri, como é conhecida, disse que o deputado saiu de casa no dia saiu dia 27 de outubro, na eleição de segundo turno, e que depois recebeu a ligação de uma advogada para tratar da separação.
“Advogada falou que ele não voltaria para casa enquanto eu estivesse lá, disse que não tinha para onde ir, pois dependia dele... O relacionamento durava 10 anos, mas não tinha relacionamento de corpo, ele tinha os relacionamentos dele e vivíamos em pleno acordo”, afirmou ela, dizendo que há pelo menos três anos eles não se relacionavam maritalmente.
Se sente como governanta “Me sinto como a governanta, sempre foi de acordo de permanecer aqui, gravidez ele soube”, diz ela que está grávida de sete meses, confirmando que viviam em um relacionamento aberto, através de conversas, onde os dois chegaram a um acordo de cada um viver sua vida.
Apesar da relação distante, ela diz que os dois dormiam no mesmo quarto e que se sentia como uma cuidadora dele.
Gravidez 'de terceiro' Auricélia disse que estava grávida durante a campanha e que ele aceitou numa boa, chegando a dar orientações, mas que trataria do assunto após o período eleitoral. “Só quero os direitos que eu tenho, até porque não tenho para onde ir”. Ela engravidou de outro relacionamento.
Como se conheceram Ela disse que os dois se conheceram quando ela fazia estágio no Hospital Getúlio Vargas. “Chamou para conviver porque não queria mais viver como um homem solteiro”. Ela se formou em 2015 em Odontologia, mas não exerceu a profissão por Dr Pessoa não deixava ela viajar.
Viviam como amigos “Há três anos não existia casamento, vivíamos como amigos dentro de casa”. Ela afirma que comprovou que ele vivia outros relacionamentos, mas que foi usada para parecer para a sociedade que ele era casado, mas poucas pessoas a conheciam.
“Não sei a que ponto ele quer chegar com isso, se alguém testemunhar é mentira, vou entrar com ação com ele”, disse ela ao confirmar que os dois não era casados oficialmente.
Denúncia do Dr Pessoa O deputado concorreu ao Governo do Estado recentemente, ficando na segunda colocação, e o inquérito policial cita que "considera que o convívio com esta insuportável e perigoso para sua integridade física e psicológica, razão pela qual solicita medida protetiva de afastamento da representada de sua residência".
Dr Pessoa solicitou afastamento da Assembleia Legislativa do Piauí para tratamento médico e depois disso foi atropelado por uma motocicleta.
Grávida de terceiro Segundo o inquérito, o idoso foi ameaçado e humilhado por sua ex-companheira que estaria grávida de terceiro, "faz piadas contra o idoso vítima, chamando de corno e afirmando que convivia com ele por dinheiro, mas não gostava daquele velho, fatos estes que demonstram que não existe mais respeito entre a representada e o idoso vítima, vez que aquela o humilha e o desdenha, constantemente afirmando que está grávida de outro homem, fazendo com que a vítima fique com estado psicológico totalmente abalado".
Várias ameaças Dr Pessoa saiu da casa no bairro Lourival Parente e foi morar no seu sítio na Zona Rural. A ex-companheira ficou na casa. Ele diz que foi agredido e ameaçado várias vezes.
A polícia representou pela medida de afastamento da mulher e que ela saia da residência. A promotoria se manifestou favorável à medida.
Estatuto do idoso "O idoso tem assegurado pelo Estatuto do Idoso entre outros o direito a ser tratado com dignidade e respeito, direito a moradia digna, de não sofrer nenhuma ofensa a sua integridade física, psicológica e moral, não sendo obrigado a suportar desrespeitos, humilhações e agressividades", cita o inquérito.
Medidas contra a mulher As seguintes medidas protetivas foram adotadas: proibição de se aproximar de Dr Pessoa no limite de 500 metros, proibição de contato com ele e seus familiares, proibição de ter acesso à residência.
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