Por: Roberto - 30/01/2019
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A Jovem Jainy da Conceição Mendes de 18 anos residente na localidade Vilão, zona rural do município de Massapê do Piauí foi aprovada no SISU para o curso de Arqueologia e Preservação Patrimonial da UNIVASF - Universidade Federal do Vale do São Francisco, campus da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato. Jainy é filha do casal de agricultor, Joana Josefa da Conceição Mendes e José Paulino Mendes Neto (in memoria).
Jainy sempre estudou em escola pública desde as series iniciais, cursou o terceiro ano em 2018 na Unidade Escolar Rafael Manoel da Costa na sede do município.
A jovem foi aprovado no SISU através da nota obtida no Enem, Linguagens, códigos e suas tecnologia 579,4, Ciências humanas e suas tecnologia 604,8, Ciências da natureza e suas tecnologia, 504,6 Matemática e suas tecnologia 622,4, Redação: 720. Média geral: 606,24. Jainy foi selecionada entre vinte vagas de ampla concorrência para o curso escolhido, ficando na 17° Posição.



SOBRE O CURSO
O curso propõe formar profissionais capazes de lidar sob diferentes perspectivas, com as mais diversas esferas do patrimônio cultural, em especial aquele denominado de patrimônio arqueológico, representado pela materialização de todos os tipos de comportamentos humanos. Lida com as interações estabelecidas entre homem e a natureza, que em consonância com os discursos mais atuais relativizam crescentemente a primazia de qualquer destes agentes; com todo o espectro temporal que corresponde a existência de humanidade na terra, desde o distante período que no velho mundo antecede a escrita, e no mundo americano a chegada do colonizador ibérico, denominado discutivelmente de pré-história, até tempos bastante atuais, caracterizados pela propagação do capitalismo e pela incipiência de uma pós-modernidade.
Na profissão de arqueólogo, cujo exercício foi recentemente regulamentado pela Lei Ordinária 13653/2018, não se está apto apenas a escavar sítios arqueológicos, mas atua-se em praticamente toda a cadeia que envolve a gestão do patrimônio cultural. O profissional pode trabalhar em museus, institutos e organizações não governamentais, pode assessorar na criação de políticas públicas de promoção ao turismo cultural, trabalhar com educação patrimonial, em orgãos fiscalizadores como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e na academia. Porém, o principal filão do mercado de trabalho que tem contribuido para a expansão do campo no Brasil é a arqueologia preventiva. Devido a legislação existente no país previamente a construção de grandes empreendimentos como pontes, barragens e linhas de trasmissão, entre outras, cabe ao arqueólogo contratado diagnosticar o potencial arqueológico de tais áreas sugerindo até mesmo a modificação dos locais a serem construídos, ou procedendo o resgate dos sítios arqueológicos direta e indiretamente impactados.
Da redação