Por: Roberto Carvalho - 11/01/2011
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O Piauí está entre as unidades da federação que apresentam risco muito alto no combate à dengue, conforme informa o novo Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). A análise, conhecida como Mapa da Dengue, foi divulgada nesta terça-feira, em Brasília, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além do Piauí, também estão entre os estados com maior risco: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
No levantamento anterior, divulgado em setembro de 2010, o Piauí já estava entre os estados com risco máximo de epidemia da dengue. No entanto, o número de estados nessa situação era apenas dez.
Outros cinco estados não apresentam risco muito alto no enfrentamento da dengue, mas, ainda assim, estão com alto risco. São eles: Roraima, Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.
Outros três estados têm risco moderado: Rondônia, Paraná e São Paulo. E dois estados apresentaram risco baixo, segundo o levandamento divulgado hoje - Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Na manhã desta terça, a presidenta Dilma Rousseff recebeu Padilha e representantes de outros 12 ministérios e órgãos do governo federal para articular a formulação de ações integradas capazes de prevenir e controlar a doença, bem como garantir atendimento de qualidade, em tempo adequado, para a população acometida pela dengue. "Queremos, no dia de hoje, reforçar duas coisas: a atuação intersetorial e a integração entre atenção à saúde e vigilância em saúde. Queremos estimular os estados e municípios a ampliarem suas parcerias no combate à dengue. O Governo Federal, os estados, os municípios e as pessoas: todos podem fazer mais no combate à dengue", disse o ministro Alexandre Padilha.

PLANO DE CONTINGÊNCIA
Para assegurar a eficiência do combate à doença, o Ministério da Saúde destacará equipes para acompanhar a implantação dos planos de contingência para o controle da epidemia. O monitoramento será feito em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde e vai integrar as ações de vigilância, assistência e mobilização em saúde.
Na próxima semana, o ministro se reunirá com a secretária Lílian Martins e os secretários de Saúde dos outros 15 estados com risco muito alto de epidemia da doença. "A cobrança e a parceria do Ministério da Saúde com esses secretários é a implantação das diretrizes de combate à dengue e a rede de atenção. Os estados têm papel fundamental de apoiar municípios", disse o ministro.
O novo mapa da doença foi traçado com base no Risco Dengue, ferramenta lançada pelo Ministério da Saúde em setembro de 2010 que leva em consideração seis critérios básicos, dos quais quatro são do setor Saúde - Incidência atual de casos; incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo Aedes aegypti e sorotipos em circulação. O quinto critério é ambiental - cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo; e o último é demográfico - densidade populacional.
A mudança no mapeamento se deve aos novos dados do LIRAa e ao monitoramento do número de casos de dengue no início de 2011. Atualmente, de acordo com as Secretarias Estaduais de Saúde, cinco Estados apresentam aumento no número de casos da doença: Amazonas, Acre, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo.
Risco de surto
Embora ainda não esteja com os números consolidados, o Ministério da Saúde estima que o número de casos de dengue em todo o País no ano passado tenha chegado a 1 milhão, dos quais 15,5 mil casos considerados graves, com necessidade de internação. O número de mortes chegou a 550.
O ministério elencou 70 municípios considerados prioritários para o controle da dengue neste momento. Do Piauí, apenas Teresina integra a relação. Nessas cidades, acontece um monitoramento diário dos óbitos causados por dengue, e semanal dos casos da doença.
Para conter a proliferação da doença, o Ministério da Saúde investirá R$ 60 milhões, dos quais R$ 40 milhões serão destinados exclusivamente para a campanha midiática destinada a conscientizar a população.