Por: Roberto Carvalho - 04/02/2011
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O diretor geral da ADH, Gilberto Medeiros, está fazendo uma maratona de visitas às comunidades contempladas na primeira e segunda etapas do Programa Semeando Moradia. O objetivo é ouvir a população sobre os problemas de habitação. Estão sendo visitadas as obras do Governo do Estado, em parceria com a Caixa e Associações de Moradores. Os encontros estão acontecendo todas as quartas e quintas-feiras e ocorrem com a presença dos beneficiários, lideranças comunitárias, construtores e técnicos da ADH. Nessa quinta-feira (3), foram visitados os bairros Buenos Aires e Monte Verde e no dia anterior Santa Bárbara e Satélite.
Segundo a assistente social Lili Carvalho, responsável pelo Programa Semeando Moradia, no Estado, esse é um momento onde o diretor geral da ADH ouve o construtor e moradores para saber o grau de satisfação e insatisfação com as obras. O senhor José de Ribamar Barbosa, 66 anos, do bairro Santa Bárbara, reclamou da demora em receber a casa. O construtor José Ivan, por sua vez, alegou que está faltando mão de obra qualificada. “Está faltando pedreiro na cidade”, justificou.
O diretor geral da ADH disse que é preciso priorizar, além do prazo de entrega, a qualidade da obra. “A ADH fiscaliza, mas o dono da casa é que precisa acompanhar no dia-a-dia esse processo, pois é ele quem vai morar, portanto, tem o direito de exigir o melhor”, frisou. Foi discutido também a situação das ruas e outras obras de infraestrutura. “É muito bom receber uma casa nova, mas quando olhamos em volta, nos sentimos mal com tanta lama e buracos nas ruas”, ressaltou a dona de casa, Maria Elzenir Monteiro, que recebeu uma casa de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, do Programa Semeando Moradia.
Também foi entregue a segunda via dos contratos, ou seja, foi legalizada a entrega do imóvel. “São casas do Sistema de Habitação de Interesse Social que são voltadas para pessoas carentes. O pagamento foi dividido em 70 prestações mensais que variam de R$ 25,00 a R$ 30,00”, explica Lili Carvalho. Antes, essas famílias moravam em casas de taipa e chão batido. “O governador Wilson Martins quer construir casas que ofereçam dignidade para a população”, reafirmou Gilberto Medeiros, que também falou sobre a regularização fundiária, contrapartida do Estado e outros assuntos ligados à habitação.