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Municípios

DESCASO: Falta de manutenção leva passagem molhada ao rompimento em Massapê do Piauí

Após 20 anos de construída, veja como foi

Por: Roberto Carvalho - 12/04/2011

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A Passagem Molhada da localidade Angical na zona rural do município de Massapê do Piauí veio ao rompimento na noite deste último sábado 09 de abril, a passagem molhada era uma herança do município de Jaicós construída a margem do Rio Boa Esperança no ano de 1990 na gestão do atual prefeito da época Antonio Crisanto de Sousa Neto. A passagem molhada era trafegada por aproximadamente 70% da população da zona rural do município, inclusive com o seu rompimento vem a prejudicar o calendário escolar do município tendo em vista que os alunos da Data Juazeiro do Quito, Data Boa Vista, Data Capivara e Data Peixe ambos trafegam pela mesma, além dos idosos beneficiários do INSS e a população de baixa renda beneficiada pelo Programa Bolsa Família que trafegam mensalmente pela via de acesso a sede do município e para vizinha cidade de Jaicós. Após (20) vinte anos de construída a referida Passagem já suportou grandes volumes de água escoada pelo Rio Boa Esperança, podemos lembrar uma das maiores cheias do Rio nos últimos anos, foi ocorrido em 2004, antes da construção da Barragem Caraíbas na sua margem, mãos logo após poucos dias já se trafegavam com tranqüilidade graças à estrutura da importante obra. Depois de (20) vinte anos sem manutenção a obra não seria pra eternidade, o primeiro aviso de rompimento da Passagem ocorreu no mês de abril de 2010, com as chuvas permanentes de apenas 12 dias, a passagem veio a romper escavando um buraco numa das suas partes passando sua água por baixo da mesma, veja fotos com data. Após o mês de abril do ano de 2010, a administração municipal não tomou nenhuma providência para evitar o seu rompimento no todo da importante Obra, chega o mês de outubro do ano de 2010, com apenas uma chuva forte, o Riacho da localidade Gangorra deságua para Rio que veio a aumentar a perfuração do alicerce da Passagem Molhada, mais uma vez reina o silêncio da atual gestão, passando os meses de outubro de novembro, e só apenas em dezembro de 2010 quando começaram as chuvas permanentes, a atual gestão resolveu salvar a importante obra já com o tempo ultrapassado e impossível devido ao período chuvoso, mais deus foi generoso, ainda se passou de Janeiro a abril para mandar fortes chuvas e causar o desastre na importante obra. A administração parece com dificuldades, resolveu a recolher alguns materiais de algumas obras em andamento, tal como cimento para salvar parte do alicerce da passagem, mais infelizmente a obra já estava muito deteriorada necessitando de uma reforma geral na sua estrutura. O fato chama atenção da população e clamam a perda da Passagem, os populares da região lamentam que voltamos ao retrocesso, a vinte (20) anos atrás o drama era triste pra quem morava do outro lado do Rio Boa Esperança, as vezes faltava até alimentos para população com as grandes cheias do Rio, e com a construção da Passagem Molhada só com cheias enormes é que vinha a parar o transito da quela região, e agora com o rompimento da obra com apenas qualquer pequena chuva até mesmo com água escoada dos Riachos fica interditado toda população que reside no outro lado do Rio. A falta de uma cultura de manutenção, em especial a preventiva, faz com que os órgãos responsáveis pelas obras públicas, priorizem apenas a execução, não havendo maiores preocupações com as questões relacionadas à conservação. A ausência de políticas e estratégias voltadas para a conservação resulta em graves conseqüências, principalmente no que se refere aos riscos causados aos usuários, isso deve ser considerado, também, os prejuízos materiais e financeiros do setor produtivo, do setor público e da própria sociedade a quem cabe, em última análise, arcar com os altos custos dos reparos. A demora em iniciar a manutenção de uma obra torna os reparos mais trabalhosos e onerosos, foi o que ocorreu com obra em questão em vez de recuperar, vai ser construída integral, ou a população fica penalizada por muito tempo. Existe um costume, bastante comum, de considerar que a vida das obras é extraordinariamente longa, talvez até infinita, mesmo considerando-se que, de modo geral, tais obras representam verdadeiros exemplos de grande durabilidade, na maioria das vezes sob condições de uso totalmente adversas, convém lembrar que elas não são eternas. A garantia de maior vida útil e de satisfatórios desempenhos de uma obra estrutural só será obtida através de uma adequada manutenção, que por sua vez deverá fazer parte de um processo mais amplo de gestão, que identifique, através de vistorias periódicas, as avarias existentes, diagnosticando-as e indicando as ações de recuperação. A recuperação da Passagem Molhada da localidade Angical foi constante pauta de discussões e debates no Poder Legislação Municipal através dos vereadores aprovando vários requerimentos solicitando a recuperação da importante obra, desde o seu primeiro aviso de rompimento ocorrido no mês de abril do ano passado, e só veio a ficar intrafegável com um ano depois, isso mostra o descaso e a falta de atenção pelo Poder Executivo Municipal.
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