Por: Roberto Carvalho - 12/04/2011
191
.jpg)
Após o mês de abril do ano de 2010, a administração municipal não tomou nenhuma providência para evitar o seu rompimento no todo da importante Obra, chega o mês de outubro do ano de 2010, com apenas uma chuva forte, o Riacho da localidade Gangorra deságua para Rio que veio a aumentar a perfuração do alicerce da Passagem Molhada, mais uma vez reina o silêncio da atual gestão, passando os meses de outubro de novembro, e só apenas em dezembro de 2010 quando começaram as chuvas permanentes, a atual gestão resolveu salvar a importante obra já com o tempo ultrapassado e impossível devido ao período chuvoso, mais deus foi generoso, ainda se passou de Janeiro a abril para mandar fortes chuvas e causar o desastre na importante obra.
O fato chama atenção da população e clamam a perda da Passagem, os populares da região lamentam que voltamos ao retrocesso, a vinte (20) anos atrás o drama era triste pra quem morava do outro lado do Rio Boa Esperança, as vezes faltava até alimentos para população com as grandes cheias do Rio, e com a construção da Passagem Molhada só com cheias enormes é que vinha a parar o transito da quela região, e agora com o rompimento da obra com apenas qualquer pequena chuva até mesmo com água escoada dos Riachos fica interditado toda população que reside no outro lado do Rio.
A falta de uma cultura de manutenção, em especial a preventiva, faz com que os órgãos responsáveis pelas obras públicas, priorizem apenas a execução, não havendo maiores preocupações com as questões relacionadas à conservação. A ausência de políticas e estratégias voltadas para a conservação resulta em graves conseqüências, principalmente no que se refere aos riscos causados aos usuários, isso deve ser considerado, também, os prejuízos materiais e financeiros do setor produtivo, do setor público e da própria sociedade a quem cabe, em última análise, arcar com os altos custos dos reparos.
A demora em iniciar a manutenção de uma obra torna os reparos mais trabalhosos e onerosos, foi o que ocorreu com obra em questão em vez de recuperar, vai ser construída integral, ou a população fica penalizada por muito tempo.
Existe um costume, bastante comum, de considerar que a vida das obras é extraordinariamente longa, talvez até infinita, mesmo considerando-se que, de modo geral, tais obras representam verdadeiros exemplos de grande durabilidade, na maioria das vezes sob condições de uso totalmente adversas, convém lembrar que elas não são eternas.
A garantia de maior vida útil e de satisfatórios desempenhos de uma obra estrutural só será obtida através de uma adequada manutenção, que por sua vez deverá fazer parte de um processo mais amplo de gestão, que identifique, através de vistorias periódicas, as avarias existentes, diagnosticando-as e indicando as ações de recuperação.
A recuperação da Passagem Molhada da localidade Angical foi constante pauta de discussões e debates no Poder Legislação Municipal através dos vereadores aprovando vários requerimentos solicitando a recuperação da importante obra, desde o seu primeiro aviso de rompimento ocorrido no mês de abril do ano passado, e só veio a ficar intrafegável com um ano depois, isso mostra o descaso e a falta de atenção pelo Poder Executivo Municipal.