Por: Roberto - 04/06/2020
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Na noite dessa quarta-feira, 3 de junho, empresários de diversos setores realizaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), reivindicando a reabertura das atividades econômicas no estado. Os empresários acenderam velas que, segundo eles, simbolizaram as empresas que já fecharam e a demissão de funcionários durante o fechamento do comércio devido a pandemia do novo coronavírus.
O empresário Demóstenes Ribeiro, proprietário de uma rede de academias de ginástica, esteve presente na manifestação. Segundo ele, os manifestantes querem chamar a atenção do Governo do Estado e da Prefeitura de Teresina para que haja uma revisão da restrição do funcionamento do comércio.
“A gente apelou para a sensibilidade do governador e do prefeito para que revejam a questão da restrição do funcionamento do comércio. Os danos já são enormes. Para se ter uma ideia, segundo dados do Sebrae de abril, das empresas que estão fechadas, 3,9% já não voltam mais a funcionar o que totaliza um número de 7 mil empresas que já estão de portas fechadas, por isso estamos aqui apelando para que eles revejam a restrição de funcionamento, pois é uma situação muito complicada para nós comerciários”, disse.
Demóstenes afirmou que pelo menos 160 academias correm o risco de não retornar as atividades no Piauí após o término da pandemia do novo coronavírus.
“As academias já possuem um protocolo a ser seguido pela ACADE Brasil (Sociedade Brasileira de Academias). O seguimento vê com muita preocupação, pois das 585 academias que existem no Piauí, em torno de 35% já estão certas de não voltar, o que totaliza na faixa de 160 academias em todo o Piauí. A gente vê com muita preocupação essa situação, são muitos pais de família que não têm o que levar para dentro de casa. Queremos o fim dessa situação que se agrava cada dia mais”, relatou.
Retomada das atividades
O governador Wellington Dias (PT) apresentou um plano de retomada das atividades, que propõe um retorno de forma gradual, segmentada e regionalizada. Os setores das atividades comerciais foram classificados em alto, médio e baixo impacto. Seguindo essa classificação, as atividades a serem liberadas primeiro são as de alto impacto, depois as de médio impacto e por último as de baixo impacto.
Os setores que estão no grupo de alto impacto são as indústrias de transformação; construção, comércio; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Os setores de médio impacto são a administração pública, defesa e seguridade social; atividades administrativas e serviços complementares; educação; saúde humana e serviços sociais; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; transporte, armazenagem e correio; alojamento e alimentação; atividades profissionais, científicas e técnicas; informação e comunicação; outras atividades de serviços; atividades imobiliárias; eletricidade e gás. Já os de baixo impacto são os relativos a artes, cultura, esporte e recreação; indústrias extrativas; água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação; serviços domésticos; organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais.