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Saúde

Mais de 100 mil doses da CoronaVac estavam em depósito do Ministério da Saúde

Por: Roberto - 30/04/2021

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Nesta quinta-feira (29), o Ministério da Saúde começou a distribuir aos estados 5,1 milhões de doses da vacina da Aztrazeneca, produzida pela Fiocruz. E um lote de quase 105 mil doses da CoronaVac. A vacina do Instituto Butantan, que falta em todas as regiões do país, estava no depósito do Ministério da Saúde, em Guarulhos.

O lote era parte de uma remessa emergencial, de 180 mil doses, feita pelo Butantan na semana passada. O ministério entregou 75 mil doses ao governo da Paraíba, cumprindo uma determinação judicial.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde apresentou uma explicação: “o que o Instituto Butantan conseguiu antecipar para o ministério e entregou ao ministério, no dia 22 de abril, foram 180 mil doses. Essas doses não estavam perdidas, foi um pedido do Ministério da Saúde ao laboratório Butantan, para a antecipação dessas doses e isso foi feito”, diz Rodrigo Cruz.

Do dia 22 até esta quarta (28) foram 6 dias. Mas, o secretário Rodrigo Cruz faz uma conta diferente. “Essas doses ficaram 2 dias no centro de distribuição de Guarulhos para se somar à pauta da AstraZeneca e enviar um carregamento maior aos estados, porque a gente sabe que 100 mil doses é uma quantidade pequena para a gente distribuir ao Brasil inteiro. Então é importante mencionar que houve um somatório com as doses da AstraZeneca para envio da pauta para o Brasil inteiro, que já está recebendo essas 5,2 milhões de doses que inclui também as 100 mil doses do Butantan.”

O Instituto Butantan disse que a antecipou, a pedido do do Ministério da Saúde, 180 mil das 600 mil doses que estavam programadas para serem entregues a partir de 3 de maio. E afirmou que cabe ao ministério coordenar e planejar a campanha de vacinação em todo Brasil, incluindo a logística de distribuição de doses.

Enquanto isso, faltaram doses da CoronaVac e a imunização teve que ser interrompida em vários estados. O sanitarista Adriano Massuda afirma que a demora para distribuir doses que já estavam disponíveis demonstra uma gestão ineficiente do Ministério da Saúde: “é muito representativo que um insumo tão importante seja tratado dessa maneira, de maneira burocrática, com descaso. Se fosse um já não seria tolerável, 100 mil doses são 100 mil brasileiros que poderiam estar conseguindo o acesso ao que os protegeria de uma pandemia que tem matado tanta gente nesse mundo.”

 

G1

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