Por: Roberto - 15/06/2021
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Omnia vincit Amor, que traduzida para o português significa “o amor tudo vence” hoje está marcada na pele da educadora física Norayra Lima, de 31 anos. Foi o mantra que repetia a si mesma durante o processo que passou até que pudesse assumir abertamente o amor que vive com a assessora jurídica Catherine de Azevedo, também de 31 anos.
As duas se conheceram em 2008, foram amigas por um ano e perceberam com um tempo que o sentimento ultrapassava os limites da amizade. As duas se apaixonaram e em 2009 começaram um romance que ficou escondido por uma década. Foram 10 anos até que as duas contassem sobre o relacionamento homoafetivo para as famílias e também aos amigos.
Somente há dois anos as duas conseguem exibir e demonstrar publicamente o amor que vivem em sua forma mais genuína, de parceria, planos e partilhas.
Além de Dia dos Namorados, comemorado neste dia 12 de junho, também é o mês do orgulho LGBTQIA+ e as duas contam como foi libertador poder assumir o relacionamento, com direito a casamento há pouco mais de um mês e postagem nas redes sociais.
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Assessora jurídica e educadora física estão em lua de mel — Foto: Arquivo pessoal
“Foi muito libertador, um alívio. Foi como se tivessem tirado um peso de cima de mim, e que eu pudesse ser livre, falar abertamente sobre meu amor, de como sou feliz e como amo e sou amada de uma forma genuína. Foi muito marcante o dia em que pude fazer isso. Acreditei que o nosso amor venceria tudo e passamos por tudo, por esse período de reclusão, de reprimir sentimento, reprimir o que a gente é, acreditando que nosso amor venceria essas barreiras e estamos vencendo, é um processo”, conta Norayra.
As duas se casaram no dia 7 de maio no cartório. Devido à pandemia, não houve festa, mas teve ensaio fotográfico para eternizar a união e também um jantar bem intimista com apenas algumas amigas, que fizeram questão de fazer a surpresa.
Hoje, as duas fazem planos de comprar a casa própria, organizar a vida e até, futuramente, ter filhos. Mas, tudo isso envolveu um processo de autoconhecimento e muita terapia, principalmente porque a educadora física não teve o apoio da mãe.
Como o pai é ausente, a família de Norayra é a mãe e a irmã. Porém, quando assumiu o relacionamento homoafetivo, a mãe não aceitou e hoje estão afastadas. Já os outros familiares acolheram a educadora física. A irmã dela e da Catherine são madrinhas do casamento.
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Norayra e Catherine passaram 10 anos escondendo relacionamento com medo do preconceito — Foto: Arquivo pessoal
G1