Por: Roberto - 31/10/2021
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Enquanto no campo, as máquinas percorrem as lavouras plantando a safra nova de grãos, com perspectativa de um novo recorde em 2021/2022, o país vive a iminência de uma nova greve de caminhoneiros. Em pleno plantio da safra nova, produtores estão entre os que manifestaram preocupação com a possibilidade de uma parada dos transportadores. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), “pode agravar cenário já comprometido devido à oferta restrita de produtos”.
As primeiras projeções apontam para uma colheita de grãos de 288,61 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E o plantio da safra de verão de soja, por exemplo, tem sido feito em ritmo acelerado, em comparação com o ano passado. Consultorias privadas apontam que o ritmo atual é o segundo mais rápido da história.
Mas os produtores brasileiros enfrentam uma falta generalizada de fertilizantes, herbicidas e inseticidas nesta temporada. Além do aumento na movimentação mundial de navios e com a paralisação de alguns portos importantes para conter casos de Covid-19, houve queda na produção chinesa de parte desses produtos em pleno aumento da demanda mundial por insumos agrícolas, gerando escassez e forte alta nos preços.
Uma eventual parada de caminhoneiros é um ingrediente a mais nessa incerteza, avalia a Abramilho. “Nada contra, obviamente, o direito de manifestação, mas uma eventual paralisação, sobretudo porque o agro depende do modal rodoviário, pode comprometer ainda mais a entrega de insumos agrícolas nas fazendas”, afirma, em nota, o diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira. Segundo ele, a Associação está em contato com autoridades do executivo e legislativo, a fim de expressar os riscos para atividade rural.
A possibilidade de uma greve vem sendo anunciada pelos caminhoneiros deste o dia 16 de outubro, em encontro organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), Conselho Nacional do Transportes Rodoviário de Cargas (CNTRC) e Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Autônomos (Abrava). A categoria reivindica, entre outras coisas, o cumprimento da tabela de preços mínimos de frete e aposentaroria especial a partir de 25 anos de serviços.
Reclama também das altas dos preços de combustíveis. Nesta semana, as lideranças reafirmaram a intenção de paralisar atividades, em encontro com parlamementares. receberam também oa poio de centrais sindicais e dos caminhoneiros autõnomos da baixada santista.
Fonte: Globo Rural