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Justiça

MPF afirma que corrupção do Piauí está instalada em todas as esferas de governo no PI

Discreto, Marco Túlio Lustosa Caminha, comanda a Procuradoria da República no Piauí

Por: Roberto Carvalho - 05/09/2011

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Discreto, Marco Túlio Lustosa Caminha, comanda a Procuradoria da República no Piauí. Aos 38 anos à frente de um dos órgãos mais importantes no combate à corrupção no Estado, o procurador foi responsável, enquanto esteve respondendo pelo Ministério Público Eleitoral, por pelo menos metade das 50 cassações de prefeitos ocorridas no Estado desde as eleições de 2008.Agora na função de procurador chefe do Ministério Público Federal (MPF), ele assegura que a prioridade do órgão tem sido ações de desvios de recursos públicos. Somente em 2010, o órgão ajuizou 452 ações, sendo que 134 delas são referentes à improbidade administrativa e ações criminais contra ex-gestores acusados de desviar dinheiro público. Ao todo foram instaurados 462 inquéritos na Polícia Federal. Este ano apenas as ações de improbidade já chegam a 93 casos.De acordo com Marco Túlio, o volume de processos tem levado aos nove procuradores da república no Estado a centrar esforços para não perder os prazos processuais e evitar, dessa forma, que as ações prescrevam. Porém, o número de processos tem preocupado o chefe da procuradoria. Ele aponta que a corrupção está instalada nos mais diferentes níveis de Governo no Estado. "A corrupção no Piauí está maior. Aumentou a corrupção em todas as esferas de governo no Piauí", afirma.O procurador relata que o número de prestações de contas irregulares serve como termômetro para avaliar o grau de corrupção que vive o Estado. Em entrevista ao O DIA, Marco Túlio Caminha, fala ainda do inquérito da Polícia Federal que investigar supostas fraudes com desvios de recursos na Assembleia Legislativa do Piauí. Segundo ele, a ação foi desmembrada em dois processos.Um deles agora é de competência do Tribunal Regional Federal da 1ª região. O procurador chefe do MPF comenta ainda a preocupação do órgão com o andamento que as investigações da Polícia para identificar o autor do crime que aconteceu na futura sede do órgão na zona leste de Teresina. "Não importa quem seja o culpado, queremos que ele seja identificado e punido", diz.
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