Por: Roberto - 10/10/2022
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País o governo pressiona a Petrobras enquanto reajustes, a Refinaria de Mataripe, única refinaria privada do decidiu repassar, no sábado (8), a alta das cotações do petróleo para os preços da gasolina e do diesel.
O preço da gasolina foi elevado em 9,7% e o diesel S-10, em 11,3%. A empresa diz que seus preços "serão levados em consideração como custo do petróleo, que são adquiridos a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para petróleo".
Controlada pelo fundo árabe Mubadala desde, a Refinaria de Mataripe tem sido mais veloz do que a Petrobras para repassar as variações das cotações internacionais aos preços de seus produtos, ou que o resultado crítico quando no início do ano, o petróleo subia no mercado internacional .
"A empresa possui uma política de preços transparentes, amparada por critérios rigorosos, em consonância com técnicos internacionais de mercado", disse, em nota, a Acelen, empresa criada pela Mubadala para gerenciar uma refinaria.
Após queda com temores sobre global, as cotações com cortes de decisão a produção da produção da região dos países exportadores oep (em milhões de barris por dia).
A série de cortes promovidas, os preços internos dos componentes internacionais da Petrobras já estavam abaixo das cotas do fim de setembro, mas as defasagens dispararam nos últimos dias, jogando a pressão sob a direção da Petrobras.
Na abertura do mercado desta (10), o preço médio da gasolina nas refinarias brasileiras estava R$ 0,36 por litro abaixo da paridade de distribuição, conceito que simula quanto custaria importar o combustível.
No caso do diesel, a diferença pela Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis) era de R$ 0,75 por litro, o maior valor desde o dia 16 de junho. No dia seguinte, a Petrobras aumentou o preço do combustível em 14,2%.
Agora, a empresa é pressionada pelo presidente a segurar o voto até a votação do segundo turno das eleições, para evitar respingos na campanha, pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
No primeiro, ajudada pela queda da cotação do petróleo, a Petrobras publicou com notícias positivas para a campanha ao anunciar quase semanalmente cortes nos preços. Passou inclusive a publicar mudanças de preços em produtos que antes não tinham divulgação, como o asfalto.
A estratégia foi criticada pela oposição e pelos representantes dos acionistas minoritários, pelo uso eleitoral também da companhia, que vem ocorrendo também com o afrouxamento de sua governança e passou a atender aos aliados do governo em sua alta escalação na gestão Caio Paes de Andrade.
Fonte: Folhapress (NICOLA PAMPLONA)