Por: Roberto - 22/11/2022
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Uma pesquisa realizada pelo Programa Nacional de Transparência Pública da Associação de Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), apontou que o Piauí está entre os últimos estados do Brasil no índice de transparência pública.
De acordo com a pesquisa, Piauí com 46% de transparência está na penúltima posição do ranking, ficando à frente apenas do Amapá, com 36%. O índice apontado para o Piauí é mais de 20% abaixo da média nacional de transparência que, conforme os critérios do levantamento, é de 67%.

Piauí está entre os piores índices de transparência público do Brasil (Foto: Reprodução)
“Este é um projeto ousado, arrojado, que abrange os Poderes e entidades de administração pública da União, Estados e Municípios”, disse Cezar Miola, presidente da Atricon.
Cezar Miola ainda fala de outras possibilidades que o estudo disponibiliza.
“É uma porta de entrada para todos os portais de transparência pública, de fácil entendimento. O estudo disponibiliza gráficos de dados de forma aberta, interativa e permite a comparação de informações e a visualização dos resultados em mapas e gráficos, entre outras possibilidades”, acrescenta.
Foram analisados pelo estudo um total de 7.939 portais de 4.191 municípios brasileiros, onde foram verificadas informações disponibilizadas pelos sites institucionais dos poderes Executivo e Legislativo das três esferas de governo (União, estados e municípios), do Poder Judiciário, dos ministérios Público, dos tribunais de Contas e das defensorias públicas.
“Não há, do ponto de vista prático para o exercício da cidadania, um trabalho desse nível no país. Todo cidadão precisa saber que ele tem acesso a todas as informações necessárias para exercer o controle social”, disse o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, coordenador do projeto, na apresentação do Radar da Transparência Pública.

Radar Nacional de Transparência (Foto: Reprodução)
A ferramenta reúne todas as informações e, por meio dela, é possível consultar a situação de cada instituição fiscalizada de acordo com os critérios atendidos. O acesso pode ser feito pelo endereço do TCE/MT.
Entre os que apresentaram o maior nível de transparência estão os considerados prioritários, como os referentes à existência de site e à ferramenta de busca (93%); institucionais (81%), como os que exigem a disponibilização de números de telefones, endereços e horários de atendimento; e os ligados à área de despesa (80%), recursos humanos (79%) e receita (76%). O que apresentou o menor nível de atendimento foram os que examinam a existência de Serviço de Informações ao Cidadão, com 55%.
Pará – 95% Rondônia – 83% Espírito Santo- 80% Tocantins- 79% Ceará – 77% São Paulo – 74% Distrito Federal – 74% Santa Catarina – 71% Goiás – 70% Paraná – 70% Maranhão – 68% Rio Grande do Norte – 68% Sergipe – 68% Amazonas – 68% Minas Gerais – 66% Bahia – 66% Mato Grosso do Sul – 64% Rio de Janeiro – 64% Mato Grosso – 63% Acre – 61% Pernambuco – 60% Alagoas – 60% Paraíba – 59% Rio Grande do Sul – 57% Piauí – 46% Amapá – 36% Roraima – não participou da pesquisa