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Petição online pede remoção de comandante do GPM de cidade do Piauí; policial se pronuncia

Por: Roberto - 23/01/2023

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Circula por grupos de WhatsApp uma petição online exigindo a remoção do comandante do Grupamento da Polícia Militar de Francisco Santos, Cabo Damião. As informações são do  Cidades na Net.

Não há informações de quem teria encabeçado a ação, mas no documento é possível notar que um usuário chamado “Lucas P.” teria iniciado a petição.

O texto postado em 22 de janeiro afirma que o policial é negligente em relação à criminalidade e que ele seria conivente ao tráfico de drogas.

“A completa negligência em relação a criminalidade do município, o conluio com o tráfico de drogas dentro de diversas localidades e a incapacidade e aptidão física e moral para resolver os problemas da nossa cidade, torna os habitantes de Francisco Santos Reféns da bandidagem, necessitamos de um policial capacitado, não-corrupto pelo tráfico e que tenha a disponibilidade e vontade de realmente defender o cidadão dessas mazelas”, consta na petição.

A redação do  Cidades na Net entrou em contato com o comandante da 3ª Companhia do 4° Batalhão da Polícia Militar de Santo Antônio de Lisboa (ao qual o GPM de Francisco Santos faz parte), tenente André, ao ser questionado sobre o assunto, ele disse que não há nada formal contra o cabo e que a decisão de nomeação vem do comando geral.

“Não chegou nada formal, também não tem nenhum tipo de denúncia formal contra o Cabo Damião na companhia ou na corregedoria, o que tem é isso aí e eu não sei as fontes. A Polícia Militar pode abrir procedimentos a partir de denúncias com fundamentos e provas, e a nomeação de comandantes dos GPMs é feita pelo comandante geral da Polícia Militar”.

O Cabo Damião também deixou seu posicionamento sobre o caso. Ele disse que já entrou com medidas legais a respeito do abaixo assinado pois a acusação de que ele compactua com o tráfico é mentira e que isto se configura como crime.

FOTO: REPRODUÇÃOCabo Damião

Cabo Damião

O PM seguiu destacando que uma acusação desta natureza precisaria vir carregada de provas.

“Essa pessoa vai ser chamada para dar esclarecimentos, então ele vai ter que provar, porque se realmente tivessem provas contra minha pessoa, ele deveria ir no Ministério Público fazer a denúncia e isso aí é uma coisa muito grave”.

Ele ainda frisou que não faz parte do seu ofício investigar pontos de tráfico de drogas ou ação de traficantes e que até o momento não recebeu nenhum tipo de aviso formal de que será removido do comando do GPM.

“A minha função é de policial militar, que é a polícia ostensiva, eu tenho que fazer minha ronda nos bairros, essa parte de investigação se tem uma boca de fumo em algum lugar é com a Polícia Civil, não sou eu. Até agora eu não recebi nenhuma determinação do meu comandante me removendo de Francisco Santos, eu continuo sendo comandante”, finalizou.

Até a publicação desta matéria, 77 pessoas haviam assinado o documento online.

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