Por: Roberto - 07/04/2023
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A Justiça de Santa Cataria determinou que o assassino de quatro crianças fique preso por tempo indeterminado. Os corpos das vítimas foram sepultados nesta quinta-feira (6).
Em frente à creche, onde as quatro crianças foram mortas, moradores procuram uma forma de prestar solidariedade.
“Desejar força para essas famílias. Para essas mães e pais, principalmente para os que perderam. E que Deus conforte o coração deles neste momento”, diz a vendedora Patrícia Silvana. “A gente é mãe. Quando uma mãe perde um filho, todo mundo perde um pedacinho. Ainda mais de uma forma tão brutal”, lamenta a diarista Daiane Fernandes./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/B/z/aHnJBKTfqbV7NwtOFZtg/globo-canal-4-2-5-frame-29638.jpeg)
Os corpos da menina e dos três meninos mortos foram sepultados na cidade de Blumenau. — Foto: JN
Também foi um dia de despedidas. Os pais receberam o apoio da família e dos amigos. Os corpos da menina e dos três meninos mortos foram sepultados na cidade de Blumenau.
Na tarde desta quinta-feira (6), no Fórum de Blumenau, o assassino passou por audiência de custódia. Foi rápida. Em 20 minutos, a Justiça acolheu o pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva do criminoso. Agora, ele fica preso por tempo indeterminado.
Na quarta-feira (5), o homem se entregou num batalhão da PM minutos depois do crime. Ele vai ser indiciado por quatro homicídios quadruplamente qualificados e outras quatro tentativas de homicídio. A Justiça também atendeu ao pedido da Polícia Civil e quebrou os sigilos telefônico e das redes sociais do assassino. Os investigadores vão usar um software israelense que consegue recuperar informações apagadas.
“Nós fizemos a primeira análise. Finalizou hoje à tarde. Não há indicativo da participação de outros indivíduos. Nós estamos recebendo também informações como os stories que ele tenha postado, o direct, outras conversas realizadas por ele e outras postagens inclusive apagadas”, afirma o delegado Ulisses GabrielAs quatro crianças feridas no ataque que estavam internadas receberam alta nesta quinta (6) já estão em casa.
“É um trauma na mente deles e eles vão ter que superar isso. E não é de um dia para o outro e ponto. A gente fica preocupado, porque eles não querem voltar para escola. Está sendo bem difícil, tanto para nós quanto para eles, por terem visto todo aquele massacre”, diz o pai de um aluno, Fábio Júnior Santir.https://g1.globo.com/