Por: Roberto - 15/05/2023
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O youtuber e competidor de jogos eletrônicos Arthur Ramos Teixeira, conhecido como Crusher Fooxi na internet, terá de desembolsar um valor maior de pensão para a filha, Mariah. Uma determinação da Justiça elevou o pagamento de três para sete salários mínimos mensais. A decisão levou em conta o pedido da ex-namorada, Raphaela Akemi Takeuti Castelucci, que expôs a “vida luxuosa” que o youtuber leva.
Numa decisão anterior, a Vara Única da Comarca de Pariquera-Açu (SP) determinou o pagamento de pensão à filha do ex-casal em três salários mínimos. Não satisfeita, Raphaela entrou com um recurso pedindo o aumento do valor pago para 10 salários mínimos. Ela alegou que a decisão anterior tratava-se de um valor ínfimo e está “longe de ser o montante financeiro necessário” para o custeio da vida da criança.
Desse modo, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), fixou o pagamento em sete salários mínimos. “O montante é compatível com a projeção que o alimentante alcançou nas redes sociais ao longo dos últimos anos”, disse, em sua decisão, a que a coluna Erlan Bastos EM OFF teve acesso.
Para ter seu pedido atendido, a ex do youtuber mostrou, no processo, fotos, links e outras mídias que comprovariam a condição financeira de Arthur. Na internet, o youtuber é chamado de Crusher Fooxi e é jogador de games como Free Fire. Ele faz parte da Loud, equipe de esportes eletrônicos que participa de competições em todo o mundo.
“O agravado é pessoa pública, YouTuber, com mais de 4 milhões de inscritos em seu canal, com alta visualização de seus vídeos, bem como, veiculador de publicidade, o que significa que seus conteúdos geram receita de grande monta pela plataforma”, disse a defesa de Raphaela. Nas redes sociais, Crusher Fooxi costuma aparecer “ostentando” em festas, viagens, festivais de música e com carros de luxo.
No documento enviado à Justiça, a ex anexou até mesmo uma imagem do youtuber com um helicóptero. Ela diz, ainda que ele comprou carros nos valores de R$ 170 mil e R$ 250 mil para os pais. Assim, no recurso, a mãe de Mariah afirmar que é “nítida sua confortável situação financeira”. Enquanto isso, Raphaela diz ser estudante, não ter renda e viver “de favor na casa da bisavó”.