Por: Da redação - 07/02/2012
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Por causa da seca, 150 dos 224 municípios do Piauí decretam situação de emergência
Por causa da seca, 150 dos 224 municípios do Piauí decretaram situação de emergência, informou ontem o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Evandro Luz, durante reunião para discutir os efeitos da estiagem na sede da entidade.
Evandro Luz disse que os municípios mais atingidos pela seca são os do semiárido piauiense, que por causa dos efeitos do aquecimento global estão experimentando uma nova realidade com ocorrência de chuva em um povoado, mas sem chover em outro a quatro quilômetros de distância.
“Antes, no semiárido quando não chovia em todos municípios a seca era por igual. Agora existe um novo fenômeno de ocorrência de chuvas irregulares em u, povoado rural e em outro não cai nenhuma chuva. Às vezes uma grande frente fria atinge todo o Piauí, mas nem sempre chove em todos os espaços geográficos do Piauí. Chove 150 milímetros em uma localidade e não chove em outra distante apenas cinco quilômetros. Isso tem prejudicado muito porque o clima não era como era antigamente. Está ocorrendo muita diversidade climática muito pequena”, falou Evandro Luz.
Ele cita o caso do município de Ipiranga, no sul do Piauí, onde em um povoado chover 125 milímetros em um outro povoado vizinho as chuvas não chegaram a 30 milímetros. “A uniformidade de chuvas não existe mais”, acrescentou.
Evandro Luz diz que as plantações não vingaram, o gado está morrendo
“Se não chover até o dia 10 de fevereiro, toda a safra de 2012 estará frustada, comprometida”, declarou o presidente da Fetag, Evandro Luz.
O secretário estadual de Defesa Civil, Ubiraci Carvalho, informou que no semiárido as chuvas deveriam ter caído principalmente em janeiro e fevereiro. Ele disse que vai nesta terça-feira para Brasília, de se reunirá com o governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), e com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para que providências sejam adotadas para abastecimento de alimentação e de água para as famílias atingidas pela seca.
“A situação é terrível. As chuvas deveria,m ter caído em janeiro e agora em fevereiro. Em alguns municípios, como Simplício Mendes as chuvas irregulares caem em um povoado e não caem em outro. Está falta água para os animais”, declarou Ubiraci Carvalho.
Ele comentou que essa é uma das características das irregularidades das chuvas.
Carvalho informou que agora os municípios têm a situação de emergência reconhecida e homologada pela Defesa Civil nacional, após decreto de seus prefeitos e vistoria de checagem da situação de perda das lavouras e impacto da estiagem sobre a população e animais.