Por: Roberto - 14/06/2023
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A advogada e Conselheira Federal Élida Fabrícia pediu desculpas na noite da última terça-feira (13/06) após dizer no Dia dos Namorados que “adora crimes passionais" e que este tipo de caso faz parte do "gostinho extravagante da advogada".
"Eu adoro crime passional, adoro quando chega aquele processo, quentinho, gostosinho, bem formado, com crime passional. “Dia dos Namorados combina com crime passional", disse.
Em vídeos publicados no Instagram, a advogada diz que não teve intenção de fazer "apologia ao crime".
"Não se trata, de forma alguma, de uma apologia ao crime, ou de incentivo, depreciação de vida de mulheres, etc., até porque, no meu entendimento, existe uma grande diferença entre feminicídio e crime passional”, explicou a advogada.
Para Elida, a sua profissão recebe preconceito devido à defesa de pessoas em uma posição socialmente desfavorecida.

"O que a gente precisa lembrar é que realmente a advocacia criminal já é recebida com certo preconceito, porque nós, enquanto advogados e advogadas, estamos ao lado daquelas pessoas que estão em um degrau mais baixo de degradação. Então eu gostaria de pedir as minhas desculpas", disse a advogada.
Após das falas da advogada referentes ao dia (12/06), várias entidades se manifestaram repudiaram o posicionamento de Élida Fabrícia.
"A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, informou que o vídeo veiculado nas redes sociais pela Conselheira Federal Élida Fabrícia, não corresponde com o pensamento da instituição".
A OAB-PI informou ainda que a Corregedoria da OAB-PI e o Tribunal de Ética darão ciência ao Conselho Federal, a quem compete apurar o caso.
"Num país em que uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas – e no qual o Piauí está entre os dez estados em que mais se matam mulheres – e em que o machismo estrutural e a misoginia estão fortemente entranhadas na cultura local, a fala da advogada demonstra profundo desprezo pela dor de todas as mulheres e vítimas de crimes dolosos contra a vida", diz trecho de nota do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).
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