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Jovens de 19 a 21 anos se passavam por médicos e aplicavam golpes em bancos no Piauí

Por: Roberto - 05/09/2023

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O grupo criminoso investigado pela Polícia Civil acusado de fraudar transações bancárias em agências piauienses era formado, em uma parte, por jovens entre 19 e 21 anos. Eles se passavam por médicos e engenheiros para conseguir abrir contas nos bancos utilizando dados pessoais falsos. Um deles, um rapaz de apenas 18 anos, foi preso na zona Sul de Teresina. A informação é do delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da Secretaria de Segurança.

Grupo criminosos fraudou cerca de R$ 18 milhões em todo o Brasil - (Divulgação/Polícia Civil)Divulgação/Polícia CivilGrupo criminosos fraudou cerca de R$ 18 milhões em todo o Brasil

A organização criminosa, segundo ele, era composta por três núcleos principais: os líderes que operavam o esquema, as pessoas que eram cooptadas para se passar por clientes e abrir as contas nos bancos e o braço financeiro, formado inclusive por empresas fantasmas. Estas empresas eram usadas para lavar o dinheiro conseguido com o esquema angariar os valores usados para movimentar as contas e aumentar os limites de crédito.

Criminosos usavam empresas fantasmas para lavar dinheiro - (Divulgação/Polícia Civil)Divulgação/Polícia CivilCriminosos usavam empresas fantasmas para lavar dinheiro

“Algumas ações que q quadrilha praticava eram presenciais e outras eram virtuais por meio dos aplicativos dos bancos. Quando o cliente chegava à agência dizendo ser médico ou engenheiro recém-formado e apresentando documentos que comprovavam isso, o banco sentia certa segurança e abria a conta permitindo uma movimentação financeira considerável. As informações que os golpistas davam, no entanto, eram todas falsas. Essas pessoas já iam até as agências na intenção de cometer a fraude”, detalhou o delegado Anchieta Nery.

 - (Divulgação/Polícia Civil)Divulgação/Polícia Civil

Ao todo, foram identificadas e investigados 117 contratos de abertura de conta em bancos no Piauí. A estimativa da polícia é que cada uma delas tenha gerado um prejuízo de até R$ 30 mil às instituições. Em todo o Brasil, a quadrilha fraudou cerca de R$ 18 milhões. Aqui no Piauí, esse montante chega a R$ 6 milhões. A fraude foi detectada em pelo menos 20 estados brasileiros, mas os líderes do grupo foram presos pela polícia piauiense aqui no Estado.

Operação Prodígio

A Operação Prodígio foi deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje (05) nas cidades de Floriano, Teresina, Amarante e Nazaré do Piauí. Ao todo, a Polícia Civil cumpre mais de 50 mandados judiciais entre busca e apreensão e prisão temporária. Foram apreendidos veículos de luxo, motos aquáticas, imóveis e feito o sequestro de valores financeiros dos integrantes da quadrilha.

 - (Divulgação/Polícia Civil)Divulgação/Polícia Civil

Todos os bens adquiridos pelos investigados, de acordo com a polícia, eram comprados com o que era conseguido mediante as fraudes como forma de lavar o dinheiro. O delegado Matheus Zanatta, gerente de Operações Especiais da Polícia Civil, deu detalhes de como funcionava o esquema.

“Esses criminosos simulavam uma série de transações bancárias para movimentar a conta de forma que o banco entendesse que aquela renda declarada era legítima. Quando eles atingiam o limite máximo de crédito possível, eles davam um calote no banco não realizando mais qualquer pagamento”, detalhou o delegado.

Veja abaixo o momento em que a polícia chega à residência de um dos alvos da operação

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