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Greves param 35 mil servidores no Estado do Piauí
As principais categorias do Estado - Saúde, Educação e Segurança Pública - estão em mobilização para greve ou com as atividades paralisadas para pressionar o Governo do Estado, em situação financeira caótica, para melhorar os salários e dar melhores condições de trabalho. As três categorias juntas concentram aproximadamente 35 mil servidores, ou quase 30% dos servidores do Estado. Os movimentos grevistas começaram com os professores, que entraram em greve há duas semanas cobrando o pagamento do piso nacional de salários dos magistério público. Os médicos paralisaram as atividades na semana passada e voltaram ao trabalho ontem por determinação judicial. Os agentes penitenciários fizeram paralisação de advertência e ameaçam uma greve por tempo indeterminado. Os policiais militares cobram o reajuste salarial prometido pelo Governo do Estado, em 2011, durante as negociações que resultaram no fim da paralisação na Polícia Militar, aumento este previsto para ser pago até 2014.O recurso adotado pelo Governo do Estado é pedir a ilegalidade da greve na Justiça. O argumento é que o servidor público não pode fazer greve. Foi assim com a greve dos professores, que alegavam que o Governo do Piauí não pagava o piso nacional da categoria, o governador Wilson Martins pediu a ilegalidade do movimento. Wilson Martins afirmou que a paralisação é um equívoco e prejudica as famílias mais pobres. "A greve é ilegal. É contra o povo", ressaltou o governador, criticando o movimento dos professores. "Essa postura, no meu entendimento, é equivocada", completou.Os professores continuam a greve e ontem (14) fizeram uma manifestação no Centro da cidade, alegando que o Governo não quer pagar o piso nacional da categoria. A presidente do Sinte/PI, Odeni Silva, afirmou que a proposta do governo é incluir a regência para integralizar o piso de R$ 1.451,00. Atualmente, o Estado paga R$ 1.187,00. São cerca de 24 mil professores e trabalhadores em Educação no Estado.Os médicos também paralisaram as atividades por dez dias e suspenderam a greve para uma negociação. Eles cancelaram consultas, exames e cirurgias eletivas nos hospitais da rede estadual e municipal, e ainda os serviços do Programa Saúde da Família (PSF) e reivindicam um piso salarial nacional da categoria, de R$ 9.188,00. Atualmente, os médicos recebem R$ 3 mil por 20 horas de trabalho, segundo o tesoureiro do Sindicato dos Médicos do Piauí, Renato Leal.Os médicos estavam atendendo apenas os casos de urgência e emergência. Ontem (14) suspenderam o movimento para tentar uma negociação. Eles querem o piso nacional, a progressão da carreira médica e insalubridade. O movimento foi suspenso, mas pode ser retomado a qualquer momento. São cerca de quatro mil médicos no Estado. Ontem também foi iniciada a paralisação dos agentes penitenciários, que suspenderam as visitas de parentes dos presos nas penitenciárias do Estado. Eles anunciam a possibilidade de greve por tempo indeterminado a partir do dia 27.