Por: Roberto - 27/05/2024
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A prisão de Cauã Alexandre, acusado de matar Kaylson Carvalho Neiva com mais de 20 facadas, no último sábado (25/05), aconteceu graças a um vizinho, segundo o coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Barêtta.
Após ouvir os gritos de Kaylson por volta das 5h, o vizinho utilizou um cadeado para trancar a grade do apartamento, evitando que Cauã fugisse do local. O crime ocorreu no Residencial Francisco Oliveira, localizado no Parque Sul, na zona sul de Teresina.
Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens a Kaká, a vítima fatal. "Vai com Deus meu amigo, que a justiça seja feita ????", disse um amigo. "???????????????????????????? Sem acreditar meu amigo ????????", lamentou outra pessoa. "Era uma pessoa muito responsável", "Sem acreditar na sua morte ????????????", "Estou sem acreditar na perda desse amigo, gente do bem", foram alguns dos comentários emocionados.
O que diz o DHPP
Segundo o delegado Barêtta, a violência do crime chamou a atenção dos policiais que atenderam à ocorrência. O apartamento da vítima estava revirado, com muito sangue. Cauã teria dito à polícia que agiu em legítima defesa, mas o delegado explicou que essa tese não se aplica ao caso. "Ele alega que a vítima tentou estuprá-lo, mas a brutalidade do crime não guarda traços de legítima defesa. Ele usou duas facas, possivelmente da cozinha da vítima, para matar o rapaz. Uma faca foi encontrada sobre o sofá e a outra ao lado do corpo, ambas com as lâminas retorcidas. Os peritos contabilizaram mais de 20 facadas no corpo da vítima, na região do pescoço, tórax e abdômen", disse o delegado.
Imagem ilustrativa do delegado
"Ele só não fugiu porque esse vizinho, ao perceber algo estranho, astuciosamente colocou o cadeado na grade, trancando o suspeito dentro do apartamento da vítima. Ele tentou sair várias vezes, mas não conseguiu. A polícia chegou e prendeu ele em flagrante", contou o delegado.
Antes do crime, Kaylson e Cauã teriam consumido bebida alcoólica em um bar nas redondezas do condomínio. Cauã teria dito à polícia que foram para o apartamento da vítima, onde fizeram uso de substância entorpecente e se desentenderam. "O suspeito alega que a vítima tentou ter relação sexual e ele não aceitou, por isso matou", contou Barrêtta.
Cauã Alexandre da Silva Lima continua preso. Ele passou por audiência de custódia no domingo (26) e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva pelo juiz José Olindo Gil Barbosa.
A polícia agora tenta refazer os últimos passos da vítima para entender o que aconteceu no local.
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