Por: Roberto - 25/09/2024
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A Defensoria Pública do Piauí garantiu a um homem com autismo o direito de cultivar cannabis sativa para fins medicinais. A decisão foi tomada após o assistido solicitar a autorização para o cultivo doméstico da planta, visando tratar condições como Transtorno do Espectro Autista e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.
A prescrição do uso da cannabis foi feita pela médica que o acompanha, devido aos efeitos colaterais indesejados de tratamentos tradicionais.
“É uma grande satisfação representar a Defensoria na garantia desse direito ao nosso assistido, que envolve um tema muito sensível, porém de extrema importância”, afirmou a defensora pública Elisa Cruz Ramos, responsável pelo caso.
O uso de cannabis para fins medicinais tem sido cada vez mais discutido e estudado, especialmente em relação a condições como autismo, TDAH e epilepsia. Pacientes e médicos têm buscado alternativas à medicina tradicional, que muitas vezes não traz os resultados esperados ou provoca efeitos colaterais indesejados.
A cannabis contém compostos chamados canabinoides, como o THC e o CBD, que podem ajudar a aliviar sintomas de diversas doenças. Por exemplo, o CBD é conhecido por suas propriedades ansiolíticas e anticonvulsivantes, enquanto o THC pode ajudar no controle da dor e na redução da ansiedade.
Além disso, a cannabis pode melhorar a qualidade de vida de pacientes que enfrentam dificuldades relacionadas à alimentação, sono e comportamento, especialmente no caso de crianças e adultos com autismo.
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