Por: Roberto - 14/12/2024
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Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revelou que 59% dos prefeitos do Piauí enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores, colocando o estado como o segundo no Nordeste com o maior número de prefeituras em situação de inadimplência. O levantamento, finalizado em 6 de dezembro, aponta dificuldades significativas para os gestores encerrarem seus mandatos com as despesas quitadas até o final de 2024.
Crise financeira atinge 45% das prefeituras piauienses
De acordo com o estudo, a crise financeira, a falta de recursos e os impactos econômicos da pandemia afetaram 45% das prefeituras do estado nos últimos quatro anos. Além disso, 68% dos gestores municipais relataram que precisaram parcelar o pagamento do 13º salário dos servidores devido às dificuldades financeiras enfrentadas.
A pesquisa ouviu 135 dos 224 prefeitos do Piauí e destacou a crise econômica como o principal desafio para a gestão municipal, seguido pela instabilidade política e reajustes salariais.
Cenário nacional
Em âmbito nacional, o levantamento da CNM aponta que 71,2% (3.186) dos prefeitos e prefeitas brasileiros identificaram a crise financeira e a falta de recursos como os maiores desafios da gestão nos últimos quatro anos. Outros 53,1% citaram a instabilidade política e econômica, enquanto 47,8% apontaram os reajustes salariais e a saúde como problemáticas significativas.
Apesar dos desafios, 80,9% (3.619) dos gestores afirmaram que pretendem encerrar seus mandatos com as contas em dia. Apenas 22,5% (1.055) indicaram que deixarão restos a pagar (RAP) para a próxima gestão, enquanto 70,7% (3.162) garantiram que não deixarão esse tipo de pendência.
Esforços para manter pagamentos em dia
Os dados da pesquisa mostram ainda que 98,3% (4.402) das prefeituras participantes conseguiram manter a folha de pagamento dos servidores em dia, com 97,3% cumprindo rigorosamente essa obrigação. Em relação ao pagamento do 13º salário, 60,2% (2.691) dos municípios informaram já ter pago a primeira parcela ou parcela única, enquanto 36,8% (1.644) indicaram que farão o pagamento até 20 de dezembro. Apenas 1,3% (58) relataram que enfrentarão atrasos no pagamento do benefício.
O estudo completo da CNM está disponível para consulta e apresenta um panorama detalhado das dificuldades e esforços das administrações municipais em todo o país.
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