Por: Roberto - 24/02/2025
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O deputado estadual Evaldo Gomes (Solidariedade) fez críticas a intenção do PSD e do MDB de manter apenas duas chapas para deputado estadual e federal dentro da base aliada ao governo do estado. O parlamentar foi entrevistado no Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde, na tarde desta segunda (24). Evaldo lembrou os tempos da ditadura, quando o bipartidarismo do Arena e do MDB foi instaurado no país.
Como revelado anteriormente, interlocutores de MDB e PSD se reuniram com o governador Rafael Fonteles e reforçaram a estratégia de fusão cruzada entre os partidos, porém, nos bastidores as siglas atuam para evitar que outros partidos da base aliada formem chapas menores, com partidos pequenos, concentrando todos os candidatos em três partidos, PT, MDB e PSD.
O parlamentar afirmou que os partidos menores que apoiam Rafael Fonteles estariam sendo tratados como “resto”.
“Estamos discutindo com outras partidas da base, porque não é justo o PSD manter o entendimento com o MDB e dizer que o resto é resto, nós somos o bambambam, é nós que mandamos. Que querem eleger os deputados estaduais e os deputados federais e quem quer ir, o restante, estão fora. Como você faz política desse jeito? Na minha opinião sim, existe uma imposição, a melhor coisa da política é o diálogo, é a conversa, é o entendimento, é a tranquilidade, é a paciência”, afirmou.
O deputado acusou os partidos de “pressionarem” Rafael Fonteles.
“Não dá para o MDB, se alguém querer pressionar o governador, para poder fazer uma imposição ao governador. É esquecer que dentro da base do governo tem o PDT, do Enzo Samuel, que quer disputar uma eleição, é esquecer que tem o Podemos, o Republicano do Jadyel, o Solidariedade. Essa postura do PSD e do MDB é antidemocrática. Parece até que o MDB e o PSD tá na época da ditadura, que só existiam dois partidos”, concluiu.
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