Por: Roberto - 05/04/2025
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O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) firmou, nesta semana, uma parceria estratégica com o objetivo de ampliar o acesso a insulinas análogas de ação rápida e prolongada, essenciais no tratamento do diabetes tipo 2. Atualmente, a doença atinge cerca de 10,2% da população brasileira, o que representa aproximadamente 20 milhões de pessoas.
A iniciativa envolve uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Ministério da Saúde, a empresa de biotecnologia Biomm e a farmacêutica chinesa Gan&Lee, visando à produção nacional da insulina glargina. O objetivo é reduzir a dependência do Brasil de fornecedores internacionais e garantir a produção 100% nacional do medicamento.
No primeiro momento, o medicamento será envasado na fábrica da Biomm em Nova Lima (MG), inaugurada em 2024 como a primeira unidade a retomar a produção nacional de insulina após mais de 20 anos. A meta inicial da parceria é entregar 20 milhões de frascos do hormônio ainda em 2025 para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a PDP, a tecnologia da insulina, atualmente detida pela Gan&Lee, será transferida para Bio-Manguinhos/Fiocruz. O Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da insulina será produzido integralmente na planta da Fiocruz em Eusébio (CE), que será a primeira unidade produtiva de insulina da América Latina.
Ao final do projeto, previsto para os próximos 10 anos, a capacidade de produção poderá chegar a 70 milhões de unidades por ano, suprindo toda a demanda nacional e fortalecendo a soberania do país na área da saúde.
Fonte: 180 graus