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Justiça

Justiça decreta prisão de suspeitos por homicídio de empresário piauiense em Petrolina

Por: Roberto - 24/06/2025

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A Justiça de Pernambuco decretou a prisão temporária de cinco pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio do empresário piauiense Erlan Oliveira, de 27 anos. O crime ocorreu na última sexta-feira (20/06), durante uma festa no Bar do Virote, em Petrolina, no Sertão pernambucano. Erlan chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos causados por agressões sofridas no local.

Os mandados de prisão temporária, com validade de 30 dias, foram expedidos no domingo (22/06) pelo juiz Marcos Franco Bacelar, do Plantão Judiciário de Petrolina, podendo ser prorrogados mediante justificativa da autoridade policial ou do Ministério Público. A decisão foi fundamentada com base na Lei nº 7.960/89, que prevê a prisão temporária como medida imprescindível para garantir a colheita de provas e o depoimento de testemunhas, evitando interferências por parte dos investigados.

FOTO: REPRODUÇÃOErlan

Suspeitos identificados

Os mandados foram expedidos contra:

João Ítalo Barbosa da Silva

Franklin Freire de Aquino Bezerra

José Lima Ferreira Júnior

Vitória Maria de Carvalho

Laiza Guimarães Coelho

Desses, três já foram presos nesta segunda-feira (23) pela Polícia Civil, enquanto os outros dois seguem foragidos.

Provas e depoimentos

As investigações da Polícia Civil contam com elementos probatórios robustos. As câmeras de segurança do bar registraram com clareza a ação criminosa, evidenciando a participação de mais de um suspeito no homicídio qualificado. Além das imagens, o segurança do estabelecimento prestou depoimento como testemunha presencial, e seu relato foi considerado coerente com os registros audiovisuais.

Com base nesses indícios, o juiz concluiu que há fundadas razões de autoria e materialidade delitiva. O crime de homicídio qualificado está incluído no rol da Lei dos Crimes Hediondos.

Outras medidas judiciais

A Justiça também autorizou a busca e apreensão dos aparelhos celulares dos cinco investigados. A análise dos dispositivos será restrita ao período entre a data do crime e o momento da apreensão, com o objetivo de coletar elementos informativos relevantes para a apuração dos fatos.

Tramitação do caso

O caso tramita no Tribunal de Justiça de Pernambuco, com parecer favorável do Ministério Público à decretação das prisões. As investigações seguem sob coordenação da Polícia Civil, que deverá apresentar o relatório final do inquérito dentro do prazo estabelecido. As autoridades continuam trabalhando para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do crime.

Erlan Oliveira trabalhava na empresa One Internet Group (OIG) e era primo do também empresário Fernandin OIG.

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