Por: Roberto - 15/08/2025
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Uma mulher, presa na madrugada desta sexta-feira (15), confessou a participação no assassinato do estudante Mariano Moura, de 16 anos, dentro de uma escola estadual no bairro Esplanada, zona Sul de Teresina. Durante a prisão, ela confessou a polícia que teria recebido uma foto do jovem com uma arma de fogo e encaminhado para julgamento do Tribunal do Crime.
Na foto, Mariano aparece segurando uma arma e fazendo o sinal de 3, referente a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Os envolvidos na morte seriam pertencentes a facção rival.
“Eu mandei a foto. Ele postou nos melhores amigos, mas não estou, me mandaram. Minha facção é do Bonde dos 40”, disse a mulher.
O companheiro da mulher também foi preso e dois menores apreendidos. Após a prisão, ele confessou que participou da condução de Mariano, que seria o julgamento do Tribunal do Crime. Um dos menores de idade também teria participado da condução.
O estudante, que também era atleta do River, foi atingido com tiros na cabeça, pescoço e peito.
Conforme a Polícia Civil, o crime tem ligação com a atuação de facções criminosas na região. Testemunhas relataram à polícia que o autor dos disparos entrou na escola usando capacete, acessando o prédio pelo muro dos fundos. Câmeras de segurança registraram a movimentação do suspeito.
Menor utilizava drogas em ponto cego das câmeras de monitoramento da escola
As investigações apontam que Mariano Moura foi atraído para uma área da escola onde não havia cobertura de câmeras. Seu celular foi vistoriado, e nele foi encontrada uma foto com uma arma de fabricação artesanal.
Essa arma, segundo os investigadores, seria reconhecida como de uso comum entre membros de uma facção rival, o que teria motivado a execução.
O delegado Barêtta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou que a vítima e outros alunos faziam uso constante de drogas dentro da escola.
"Ele e outros alunos usavam drogas em um ponto cego da escola, local sem cobertura de câmeras", declarou.
Dentro das dependências da escola, a polícia encontrou pichações com menções a uma facção presente na região.
Testemunhas relataram novamente à polícia que o autor dos disparos entrou na escola usando capacete e acessou o prédio pelo muro dos fundos. As câmeras de segurança registraram a movimentação do suspeito.
"Nós já identificamos o atirador. Conseguimos verificar, por meio das câmeras, que ele entra pela rua lateral, atrás do colégio, e acessa o local pulando o muro. O atirador teria recebido informações privilegiadas para acessar o local do crime", explicou.
Sobre o comportamento do estudante, o delegado afirmou que ele frequentava a escola regularmente.
"Ele era um estudante regular na escola. Contudo, fazia uso de entorpecentes e já estava se engajando com uma facção criminosa. Existe uma rivalidade na região com outra facção. Mas tudo está sendo devidamente averiguado", acrescentou.
CidadeVerde.com