Por: Roberto - 29/09/2025
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Em um mês de cuidados, o filhote de onça-parda, que foi encontrado desnutrido e com pescoço amarrado na zona rural de Nazaré do Piauí, se recupera dos maus tratos e não corre risco de morrer.
Em boletim divulgado pela Semarh (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), foi informado que a onça ganhou peso, alcançando 10,1 quilos, apresentando comportamento ativo, de modo selvagem e em plena recuperação.
O animal foi trazido a Teresina e fez tratamento no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semar). O centro fica no Bioparque (antigo Parque Zoobotânico).
O animal chegou ao Centro de Triagem desnutrido, estressado e amarrado a um galho com uma corda apertada no pescoço. A onça mal conseguia se movimentar ou se alimentar. Ela tem cinco meses e só pesava quatro quilos e estava anemica.
“Iniciou-se um intenso trabalho de reabilitação no CETAS. O filhote recebeu medicamentos, fluidoterapia e uma dieta especial, elaborada pela equipe técnica. Em um recinto adequado, passou por cuidados constantes, o que permitiu um progresso impressionante. Um mês depois, a oncinha já havia alcançado 10,1 quilos, apresentando comportamento ativo, asselvajado e em plena recuperação”, relata boletim da Semarh.
A médica veterinária Rita de Cássia, responsável pelo acompanhamento clínico, explica que o tratamento foi decisivo para a sobrevivência do filhote.
“Ela chegou muito debilitada, em estado crítico. Nosso foco foi garantir hidratação, suplementação nutricional e reduzir o estresse. Hoje, vemos uma oncinha mais forte, ganhando peso e mantendo características selvagens, o que é fundamental para o futuro processo de reabilitação”, destacou.
Com a evolução do seu quadro de saúde, o próximo passo será transferi-la para um recinto maior, permitindo maior movimentação e preparação para etapas futuras do processo de soltura.

A gerente de fauna e proteção animal da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Danielle Melo, reforça que o resgate é também um alerta sobre os impactos da ação humana.
“A história dessa oncinha mostra como queimadas e maus-tratos podem colocar em risco a vida de animais silvestres. Mas também evidencia o papel do CETAS e da Semarh em garantir acolhimento, tratamento e, sempre que possível, a devolução desses animais à natureza”, afirmou.
“O caso da oncinha de Nazaré do Piauí, que há um mês lutava para sobreviver, hoje simboliza esperança e o compromisso do Piauí com a proteção da fauna silvestre. Atualmente, mais de 70 animais, alguns com status de extinção, estão em processo de reabilitação no Cetas, que já fez a soltura de mais de 100 animais só esse ano”, diz nota da Semarh.

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