Por: Roberto - 27/01/2026
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Chairon Vitor Sepulvida, de 23 anos, está desaparecido desde julho de 2025 após, segundo a família, se alistar no Exército da Rússia para atuar na guerra contra a Ucrânia. Filho de piauienses, o jovem nasceu em Diadema (SP), mas tem pais naturais de Oeiras, no Piauí.
De acordo com a mãe, Charlaenne Sepulvida, Chairon havia servido anteriormente no Exército Brasileiro e decidiu viajar para a Rússia após conhecer um suposto canal de alistamento no Instagram. Segundo ela, o filho foi aliciado para atuar como mecânico de armas, área em que possui formação militar.
“Ele conheceu um canal de alistamento pelo Instagram e foi aliciado a ir para a Rússia como mecânico de armas, que é a formação dele no Exército Brasileiro”, afirmou a mãe.
A família informou que Chairon chegou à Rússia em março de 2025 e manteve contato frequente com os parentes até o dia 15 de julho. Desde então, ele não respondeu mais mensagens nem atendeu ligações, o que aumentou a preocupação dos familiares.
Ainda segundo a mãe, informações não oficiais indicam que o nome do jovem estaria em uma lista de mortos. “Nos informavam que ele constava como desaparecido. Em 18 de dezembro, um rapaz que dizia conhecer o meu filho disse que ele estava na lista dos mortos”, relatou Charlaenne.
Sem qualquer confirmação oficial sobre o paradeiro do filho, a mãe afirma que tem feito campanhas nas redes sociais para arrecadar recursos e tentar viajar à Rússia em busca de informações.
O outro lado
O Exército Brasileiro foi procurado para esclarecimentos, mas não se posicionou até a publicação desta matéria. Já o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Moscou, que está prestando assistência consular à família.
Em nota, o Itamaraty afirmou que mantém contato com os familiares e oferece a assistência cabível, respeitando a legislação internacional e nacional. O ministério destacou ainda que casos envolvendo brasileiros engajados em forças armadas de outros países possuem particularidades relacionadas às obrigações assumidas no ato do alistamento e às circunstâncias do conflito.
Por questões legais e de privacidade, o órgão informou que não divulga dados pessoais nem detalhes sobre a assistência prestada. O Ministério das Relações Exteriores também lembrou que publicou recentemente um alerta sobre a participação de brasileiros em conflitos armados em países estrangeiros.
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